Soja oscila entre pressão externa e alta no físico
No Brasil, o fortalecimento do real ajudou a limitar as perdas
O mercado da soja apresentou movimentos distintos nesta terça-feira, com leve pressão em Chicago e preços mais firmes em importantes regiões produtoras do Brasil. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina avanço da safra norte-americana, valorização cambial, exportações chinesas recordes e desafios logísticos no mercado interno.
Na Bolsa de Chicago, os contratos tiveram desempenho misto, com julho em alta de 0,44%, a US$ 12,0725 por bushel, enquanto agosto recuou 0,33%, para US$ 11,9275. A pressão veio da melhora das lavouras dos Estados Unidos, após o USDA elevar de 64% para 65% a parcela em condições boas a excelentes. A safra também avança rapidamente, com 50% da área em floração e 19% já formando vagens.
No Brasil, o fortalecimento do real ajudou a limitar as perdas externas, ao encarecer a soja brasileira no mercado internacional. A Conab também elevou a estimativa da produção nacional para o recorde de 180,57 milhões de toneladas. Na demanda, a China importou 13,55 milhões de toneladas em junho, alta anual de 10,52%.

No mercado físico, o Rio Grande do Sul registrou reajustes positivos, com a saca chegando a R$ 142 no porto de Rio Grande. No Paraná, Paranaguá também alcançou R$ 142, enquanto a entrada do milho safrinha amplia a disputa por espaço nos armazéns. Mato Grosso enfrenta situação semelhante, com saturação extrema dos silos e pressão sobre as cotações locais.
Em Mato Grosso do Sul, os preços avançaram em algumas praças, mas produtores demonstram preocupação com a redução dos recursos do Plano Safra. Já em Santa Catarina, a comercialização permanece moderada, com atenção à capacidade limitada de armazenagem e aos custos de produção.













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