“Boi-China” perde mais R$ 2/@ na praça paulista, apura a Scot Consultoria
Animal com padrão-exportação agora é negociado a R$ 333/@ em SP (prazo); Agrifatto identifica desvalorização da arroba no MA, PA e TO
esta terça-feira (14/7), as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário identificaram novas quedas nos preços do boi gordo em algumas importantes praças brasileiras, um reflexo da posição de cautela das indústrias exportadoras diante do paralisações das exportações de carne bovina ao mercado chinês – devido ao quase esgotamento da cota anual de salvaguarda, de 1,1 milhão de toneladas.
O estado de “dormência” da demanda interna, afetada pelo menor poder aquisitivo nesta etapa final de mês, também contribui para o menor interesse dos frigoríficos em fechar negócios.
No interior de São Paulo, parte das indústrias aguarda uma posição mais clara do escoamento da carne no mercado interno antes de lançar as ordens de compra, relata a Scot.
“Houve tentativas de negociar abaixo dos preços de referência”, afirmam os analistas da consultoria, que, nesta terça-feira, apuraram redução de R$ 2/@ nos preços do “boi-China”, agora negociado a R$ 333/@ (a prazo) no mercado paulista, com ágio de apenas R$ 3/@ em relação ao valor do animal sem padrão-exportação.
Por sua vez, a Agrifatto identificou quedas diárias nas cotações da arroba em três praças do País – Maranhão, Pará e Tocantins – e valorização em uma região (no boi do Rio Grande do Sul).

Nas demais regiões monitoradas diariamente pela consultoria, os preços ficaram estáveis.
“Parte dos frigoríficos continuou afastada das compras e, entre os que atuaram, prevaleceu a tentativa de originação de boiadas em valores mais baixos, mantendo o descompasso entre as pretensões de vendedores e compradores”, diz a Agrifatto.
No mercado futuro, os contratos do boi gordo subiram no pregão de segunda-feira (13/7) da B3. O papel com vencimento em setembro/26, por exemplo, encerrou a sessão cotado a R$ 343,05/@, com aumento de 0,62% em relação ao fechamento anterior.
Virada de tendência
Na avaliação da equipe de analistas da Agrifatto, os fundamentos para este segundo semestre do ano permanecem positivos, sobretudo para o último trimestre.
“A menor disponibilidade de animais terminados, associada à retomada da demanda externa e ao fortalecimento do consumo interno, tende a sustentar uma recuperação das cotações da arroba”, aposta a consultoria.













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