Mercados de grãos abrem com cautela e ajustes globais

Na soja, os prêmios de exportação do produto brasileiro recuaram

Mercados de grãos abrem com cautela e ajustes globais
ilustrativa

Os mercados de grãos iniciaram o dia com movimentos distintos, influenciados por incertezas geopolíticas, oferta e demanda e mudanças nos fluxos internacionais. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo abriu em alta, mas perdeu força nas primeiras negociações com cautela dos investidores e preocupação com o Mar Negro.

Os ataques na região seguem reduzindo o ritmo dos fluxos comerciais e pressionando os preços locais, com reflexos sobre produtores e exportadores. Nesse cenário, compradores ampliam a busca por trigo romeno e báltico, enquanto a França ganha espaço no comércio global. A reabertura das importações pelo Marrocos, prevista para meados de setembro, pode favorecer fornecedores franceses. No Brasil, a média de preços do Cepea caiu 0,54% ontem, mas acumula alta de 1,4% nos últimos cinco dias úteis.

Na soja, os prêmios de exportação do produto brasileiro recuaram, enquanto os do óleo de soja sul-americano avançaram. Na Argentina, houve melhora nos prêmios do farelo. O mercado também acompanha a possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos canadenses, fator que aumenta a preocupação com a canola.

No milho, o foco está nos estoques dos Estados Unidos, que oferecem pouca margem para uma queda relevante da produção. Uma colheita menor exigiria preços mais altos para ajustar o consumo. As inspeções de exportação norte-americanas chegaram a 1,296 milhão de toneladas, enquanto Japão e Colômbia buscam milho para os próximos meses. A incerteza no Mar Negro pode afetar até 86 milhões de toneladas da capacidade de exportação de Rússia e Ucrânia.

Entre os indicadores, o dólar futuro estava em R$ 5,1620, alta de 0,30%. O Brent caía 2,28%, a US$ 88,26, movimento negativo para soja e milho, enquanto o índice dólar subia 0,05%, fator desfavorável ao trigo.