Milho fecha semana com preços sem direção definida
Milho fecha semana com preços sem direção definida
O mercado de milho encerrou a semana com comportamento misto, em meio à influência do câmbio, das cotações internacionais e do avanço da oferta com a colheita da segunda safra. Segundo a TF Agroeconômica, a demanda externa segue como um dos principais fatores para a formação dos preços no Brasil, enquanto compradores e vendedores mantêm postura cautelosa no mercado interno.
Na B3, os contratos futuros fecharam sem direção definida na sexta-feira e acumularam perdas na semana. O setembro/26 terminou a R$ 68,82, com alta diária de R$ 0,45 e recuo semanal de R$ 0,38. Novembro/26 fechou a R$ 73,60, avanço de R$ 0,33 no dia e queda de R$ 0,30 na semana. Janeiro/27 ficou em R$ 76,71, baixa diária de R$ 0,21 e semanal de R$ 0,58.
As exportações também permanecem no radar. Dados da Secex apontam embarques de 1,94 milhão de toneladas em julho de 2026, volume equivalente a 79,8% do registrado no mesmo mês de 2025. A média diária caiu 20,2% na comparação anual. Para agosto, a Anec estima exportações próximas de 4 milhões de toneladas.

Nos estados, o Rio Grande do Sul apresentou indicações entre R$ 58 e R$ 63 por saca, com média estadual de R$ 59,26. Em Santa Catarina e no Paraná, a diferença entre ofertas próximas de R$ 60 e demanda ao redor de R$ 55 limita os negócios. No Paraná, as referências ao produtor variam conforme a região, com destaque para Maringá, a R$ 67,19, e o Oeste, a R$ 53,14 por saca.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações permanecem entre R$ 48 e R$ 50 por saca. A indústria de bioenergia continua absorvendo parte da oferta, ajudando a limitar uma pressão mais intensa sobre os preços em meio ao avanço da colheita.












