Basf adquire empresa de controle biológico de pragas AgBiTech
Empresa também captou R$ 1,4 bilhão via Fiagro para financiar a venda de insumos no campo.
A Basf Soluções para Agricultura chegou a um acordo com a empresa de private equity Paine Schwartz Partners e outros acionistas para adquirir a AgBiTech, companhia especializada em soluções de controle biológico de pragas.
Com a transação, a multinacional assumirá a propriedade total da empresa, incluindo ativos como portfólio, direitos de propriedade intelectual, operações de fabricação, instalações de pesquisa e desenvolvimento e equipe de funcionários.
A conclusão do negócio está prevista para o primeiro semestre de 2026, condicionada à aprovação das autoridades competentes.
Os valores da negociação não foram divulgados.
Fundada em 2000 e sediada em Fort Worth, no Texas (EUA), a AgBiTech foi pioneira no uso da tecnologia de Nucleopoliedrovírus (NPV) para o desenvolvimento de soluções de controle de insetos baseadas em vírus que ocorrem naturalmente.
Atualmente, a empresa mantém operações no Brasil, nos Estados Unidos e na Austrália, atendendo agricultores de culturas como soja, milho e algodão, entre outras.
Estratégia de bioinsumos e sustentabilidade
Segundo Livio Tedeschi, presidente global da Basf, a aquisição fortalece o portfólio da companhia e amplia sua atuação em soluções biológicas.
“A AgBiTech possui um forte histórico no desenvolvimento de soluções projetadas para ajudar os agricultores a gerenciar pragas de forma eficiente. Estamos entusiasmados em ver essa expertise complementar para o nosso portfólio de BioSoluções existente, pois ressalta nosso compromisso com uma abordagem mais sustentável e holística para a agricultura, alinhada à nossa estratégia de negócios”.
Marko Grozdanovic, vice-presidente sênior de Marketing Estratégico e Sustentabilidade Global da BASF Soluções para Agricultura, destaca o peso do Brasil nesse movimento.
“O Brasil é um dos mercados que mais cresce para proteção biológica de cultivos. Esta aquisição é um passo decorrente da execução da nossa estratégia que reforça a nossa presença como fornecedor de soluções integradas neste segmento altamente relevante”.
O portfólio de BioSoluções da Basf inclui produtos biológicos voltados à proteção de cultivos contra doenças e insetos, ao manejo de resistência e de resíduos, ao aumento da tolerância ao estresse e à ampliação das janelas de proteção contra pragas e doenças. Essas soluções complementam os tratamentos químicos dentro dos programas de Manejo Integrado de Pragas.
BASF capta R$ 1,4 bilhão em Fiagro para financiar venda de insumos
Além disso, a BASF Soluções para Agricultura concluiu a captação de R$ 1,4 bilhão na quarta emissão de cotas de seu Fiagro FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios).
Os recursos serão destinados ao financiamento da venda de insumos para clientes como distribuidores, cooperativas e produtores rurais.

A nova rodada de captação ocorreu por meio do FIAGRO FIDC Opea Agro Insumos, fundo lançado em 2022 e gerido pela Opea, que também atua como agente de cobrança. A operação teve o Itaú BBA como coordenador líder e o escritório Pinheiro Neto como assessor jurídico da emissão. Ao longo de 2025, o fundo registrou crescimento de 30%, refletindo a consolidação da estratégia e a demanda por soluções financeiras voltadas ao agronegócio.
Os recursos foram captados por meio da cessão de recebíveis de venda de insumos para os clientes da BASF, que incluem distribuidores, cooperativas e produtores rurais, em um cenário de crescente importância das alternativas de crédito para financiar o setor.
Para Bianca Daminato, gerente de Operações Estruturadas da Basf Soluções para Agricultura, a evolução no uso da ferramenta e a demanda crescente por esse tipo de solução reforçam o compromisso da companhia e sua visão de longo prazo com a agricultura no Brasil.
“Estas iniciativas permitem ampliar a presença de tecnologias de ponta no campo, endereçando dores reais do agricultor em diferentes culturas e respeitando a ciclicidade de mercado e a demanda por capital — sempre alinhadas ao nível de risco considerado aceitável pela governança da empresa”.








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