Mosca-do-estábulo: pecuaristas relatam morte de vacas e prejuízos no noroeste de SP

Cerca de 120 agricultores e responsáveis por rebanhos participaram de uma reunião para discutir os impactos da infestação sobre a saúde e o bem-estar dos animais.

Mosca-do-estábulo: pecuaristas relatam morte de vacas e prejuízos no noroeste de SP
ilustrativa

Produtores rurais da região de Tanabi, no noroeste de São Paulo, relatam prejuízos e morte de animais após ataques da mosca-do-estábulo (Stomoxys calcitrans). Cerca de 120 agricultores e responsáveis por rebanhos participaram de uma reunião para discutir os impactos da infestação sobre a saúde e o bem-estar dos animais.

Entre os relatos está o do pecuarista João Tobias Pimentel Neto, que afirma ter enfrentado a morte de vacas leiteiras. Segundo ele, os animais ficam debilitados, perdem peso e, em alguns casos, não conseguem se recuperar. Durante os ataques, o gado tende a permanecer agrupado como forma de tentar se proteger, comportamento que também pode dificultar a alimentação e agravar as perdas. Além da mortalidade, a infestação preocupa produtores pelos impactos sobre o desempenho dos animais e a produção de leite.

De acordo com o médico-veterinário João Morelli, a mosca-do-estábulo é hematófaga, ou seja, alimenta-se de sangue. Em altas infestações, as picadas provocam estresse nos animais, redução do consumo de alimento, perda de peso e queda na produção leiteira.

Produtores da região associam a proliferação dos insetos à presença de vinhaça utilizada nas lavouras de cana-de-açúcar. A Tereos, usina sucroalcooleira instalada na região, informou que acompanha as reclamações e adota medidas preventivas para reduzir a presença das moscas. Segundo a empresa, o controle do problema depende da atuação conjunta entre empresa, produtores, comunidade e autoridades.

A situação também afeta outros animais e moradores das propriedades, segundo relatos dos pecuaristas. A mosca-do-estábulo é conhecida por atacar diferentes espécies e representa um problema recorrente em regiões onde convivem atividades pecuárias e a produção sucroenergética.

As informações são do G1, resumidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.