Praga do milho derruba safras pelo país
Além das perdas diretas, houve aumento no custo de produção
Foto: Pixabay
A incidência de pragas e doenças tem provocado impactos significativos na produção de milho no Brasil, com reflexos diretos na produtividade e nos custos do setor. De acordo com estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, os prejuízos associados aos enfezamentos transmitidos pela cigarrinha-do-milho alcançam níveis bilionários.
Entre 2020 e 2024, o país perdeu, em média, 22,7% da produção anual de milho, o que representa cerca de 6,5 bilhões de dólares por ano. No acumulado das quatro safras analisadas, as perdas somaram 25,8 bilhões de dólares, com aproximadamente 2 bilhões de sacas que deixaram de ser produzidas. O levantamento utilizou dados históricos da produção nacional e informações de campo coletadas em diferentes regiões produtoras.
Os enfezamentos, considerados atualmente a principal ameaça fitossanitária da cultura, são causados por patógenos transmitidos pela cigarrinha-do-milho. A praga está presente em todo o território nacional e tem alta capacidade de reprodução e dispersão, o que dificulta o controle. Em cerca de 80% das áreas avaliadas, foi apontada como fator determinante para a queda de produtividade.

Além das perdas diretas, houve aumento no custo de produção, com crescimento de 19% nos gastos com inseticidas ao longo do período analisado. Mesmo com esse incremento, o controle exclusivamente químico tem se mostrado insuficiente, o que reforça a necessidade de adoção de estratégias integradas de manejo.
O impacto da redução na produção vai além do campo, afetando cadeias como a de proteína animal e biocombustíveis, além de influenciar preços e a competitividade do país no mercado internacional.








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