Óleo de soja recua 4,17porcento e farelo sobe em Mato Grosso

Tensão no Mar Negro ajuda a impulsionar o farelo

Óleo de soja recua 4,17porcento e farelo sobe em Mato Grosso
ilustrativa

Os preços dos coprodutos da soja apresentaram movimentos distintos em Mato Grosso na última semana, encerrada em 28 de agosto. Segundo análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o óleo de soja recuou 4,17% na Bolsa de Chicago, enquanto o farelo avançou 3,79%, em meio a incertezas sobre a demanda por biocombustíveis, a oferta global de oleaginosas e o fluxo de exportações pelo Mar Negro.

Na última semana, o óleo de soja encerrou o período com média de ¢US$ 67,33 por libra-peso, queda de 4,17% no comparativo semanal. Segundo dados divulgados pelo Imea, o movimento esteve relacionado às incertezas sobre as isenções concedidas a pequenas refinarias nos Estados Unidos. A possibilidade de um volume elevado de isenções gerou preocupações quanto a uma eventual redução da demanda por biocombustíveis, pressionando as cotações do óleo de soja. Na direção oposta, o farelo de soja apresentou valorização de 3,79% frente à semana anterior.

De acordo com o Imea, a alta refletiu as incertezas relacionadas à oferta global de oleaginosas, diante das condições das lavouras norte-americanas. As perspectivas de impactos sobre o fluxo de exportações pelo Mar Negro, em meio às tensões entre Rússia e Ucrânia, também contribuíram para o cenário de valorização do farelo.

Em Mato Grosso, os preços dos coprodutos acompanharam as oscilações observadas na Bolsa de Chicago. Segundo dados divulgados pelo Imea, o óleo de soja encerrou a semana cotado, em média, a R$ 6.121,78 por tonelada, com recuo de 0,26% em relação à semana anterior. Já o farelo de soja foi negociado a R$ 1.795,68 por tonelada, alta de 4,02% no comparativo semanal.

O desempenho mostra comportamentos diferentes entre os dois principais coprodutos da soja, com o óleo pressionado pelas incertezas sobre a demanda por biocombustíveis e o farelo sustentado pelas preocupações com a oferta global de oleaginosas e os fluxos de exportação.