Em plena janela de plantio da soja no Tocantins, cotações do grão e do milho recuam em Chicago

Tempo seco favorece a colheita nos Estados Unidos e influencia o mercado internacional, com contratos futuros em baixa nesta quinta-feira (15)

Em plena janela de plantio da soja no Tocantins, cotações do grão e do milho recuam em Chicago
ilustrativa

Os preços da soja e do milho operam em queda na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (15), influenciados pelas condições favoráveis ao avanço da colheita nos Estados Unidos. O trigo segue em direção contrária, com valorização nos contratos futuros. As informações são do portal Globo Rural, com base em análises da consultoria Granar.

A soja, principal produto da pauta agrícola brasileira, registra desvalorização de 0,45% nos contratos com vencimento em novembro de 2026, negociados a US$ 12,7075 por bushel.

Segundo a Granar, a previsão de tempo seco nas regiões produtoras dos Estados Unidos deve favorecer o andamento da colheita nos próximos dias. A expectativa de avanço dos trabalhos no campo contribui para pressionar as cotações da oleaginosa no mercado internacional.

Milho também apresenta queda

O milho acompanha o movimento de baixa registrado pela soja. Os contratos futuros com entrega prevista para dezembro de 2026 recuam 0,36%, cotados a US$ 4,79 por bushel.

De acordo com a consultoria Granar, a desvalorização está relacionada ao bom ritmo de avanço da safra americana e às condições favoráveis das lavouras. Esses fatores reforçam as perspectivas de oferta do cereal nos Estados Unidos, um dos principais produtores e exportadores mundiais.

Trigo registra valorização

Enquanto soja e milho apresentam perdas, o trigo opera em alta na Bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 avançam 0,26%, negociados a US$ 6,7475 por bushel.

Conforme a Granar, a recuperação do euro em relação ao dólar influencia o mercado internacional do cereal. A valorização da moeda europeia pode favorecer a competitividade do trigo americano em relação ao produto comercializado por países da zona do euro.

As movimentações dos três produtos refletem a influência das condições climáticas, das perspectivas de produção e do câmbio sobre os preços internacionais das commodities agrícolas.

Para os produtores brasileiros, incluindo os do Tocantins, as oscilações na Bolsa de Chicago são acompanhadas como referência para a formação dos preços e para as decisões de comercialização da produção. No mercado interno, as cotações também dependem de fatores como a taxa de câmbio, os custos logísticos e a demanda.