Rui Costa projeta investimento de até 21porcento do PIB e cita leilões ainda em 2026

Senador eleito afirma que Lula buscará elevar a taxa de investimento, reduzir custos de produção e ampliar concessões e PPPs em infraestrutura.

Rui Costa projeta investimento de até 21porcento do PIB e cita leilões ainda em 2026
ilustrativa

O senador eleito Rui Costa (PT-BA), ex-ministro da Casa Civil, afirmou nesta quinta-feira (29) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscará elevar a taxa de investimento do País para 20% ou 21% do Produto Interno Bruto (PIB) durante o quarto mandato. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, ele associou esse movimento à melhora da logística e à redução dos custos de produção, incluindo os custos agrícolas.

Segundo Rui Costa, a meta é levar o investimento para além dos atuais 17% do PIB, com foco em infraestrutura e competitividade. Na entrevista, ele disse que a ampliação dos aportes deve ocorrer em conjunto com o cumprimento das metas fiscais e das promessas apresentadas por Lula durante a campanha eleitoral.

O senador eleito também vinculou a redução proporcional da dívida pública ao crescimento econômico. De acordo com ele, a estratégia passa por expandir a economia para diluir o peso da dívida em uma base maior de atividade.

Rui Costa defendeu ainda a redução da taxa de juros como parte de uma política econômica voltada ao controle da inflação e ao estímulo ao desenvolvimento. Na mesma linha, apontou concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) como instrumentos para ampliar a infraestrutura, reduzir custos e aumentar a competitividade da economia brasileira.

Ao citar projetos em andamento, Rui Costa afirmou que haverá grandes leilões ainda neste ano, entre eles o das BRs 116 e 324, na Bahia. Ele também mencionou melhorias em ferrovias, portos e infraestrutura de aviação como parte da estratégia para apoiar o setor produtivo privado.

O leilão da concessão das BRs 116 e 324, batizado de Rota 2 de Julho, está marcado para 18 de dezembro. O projeto envolve 653,3 quilômetros de rodovias, contrato de 30 anos e previsão de R$ 14,3 bilhões em investimentos.

Na entrevista, Rui Costa associou o aumento da taxa de investimento, a agenda de concessões e a melhora da infraestrutura à redução dos custos de produção e ao ganho de competitividade da economia, com menção direta aos custos agrícolas.

Fonte: Estadão Conteúdo