Soja perde força no Brasil após pressão externa e queda do dólar
Queda nas cotações internacionais, avanço da oferta na América do Sul e desvalorização cambial pressionam os preços no país; óleo segue valorizado com demanda por biodiesel
As cotações externas da soja caíram na semana passada devido à maior oferta na América do Sul e às expectativas de expansão da área nos Estados Unidos.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa no mercado internacional foi repassada ao Brasil e acabou sendo intensificada pela desvalorização do dólar frente ao Real.

Vale lembrar que, até então, os valores da soja estavam firmes, sustentados pelo conflito no Oriente Médio e pela valorização significativa do óleo de soja. No caso do óleo de soja, os valores seguem em alta no Brasil, operando nos patamares de novembro do ano passado.
Pesquisadores do Cepea indicam que os preços do derivado são impulsionados pela demanda aquecida para a produção de biodiesel. Já quanto ao farelo, os preços continuam em queda.
De acordo com pesquisadores do Cepea, consumidores indicam ter estoques suficientes até meados de abril e não demonstram necessidade de novas aquisições no curto prazo.
A expectativa desses agentes é de preços mais baixos nas próximas semanas, considerando que a maior demanda por óleo pode elevar a disponibilidade de farelo. Vale lembrar que, para cada tonelada de soja processada, são gerados cerca de 190 kg de óleo e 780 kg de farelo.








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