Raízen reduz moagem de cana no 3º trimestre da safra 2025/26
Prévia operacional aponta queda no processamento de cana, com avanço do ATR apesar de impactos climáticos e desinvestimentos
A Raízen divulgou, nesta quinta-feira (29) a prévia operacional do terceiro trimestre da safra 2025/26 (3T25/26), com queda na moagem de cana-de-açúcar.
A empresa processou 10,6 milhões de toneladas no período, abaixo das 13,8 milhões de toneladas registradas um ano antes. No acumulado de nove meses, a moagem somou 70,3 milhões de toneladas, ante 77,5 milhões de toneladas na safra anterior.
Os números são preliminares, não auditados, e poderão ser revisados até a divulgação oficial dos resultados, em 12 de fevereiro, após o fechamento do mercado, segundo a empresa.
Apesar da menor moagem, a empresa registrou avanço na produtividade agrícola. O ATR (Açúcar Total Recuperável) atingiu 143 kg por tonelada no 3T25/26, ante 137 kg por tonelada no mesmo período do ano anterior.
Segundo a Raízen, a produtividade agrícola foi impactada por: (i) clima menos favorável na safra 2024/25, marcada por entressafra mais seca e ocorrência de queimadas no segundo semestre; (ii) geadas que afetaram algumas regiões no primeiro trimestre da safra 2025/26; e (iii) a venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana, relacionada ao processo de otimização e desinvestimentos de ativos.
Produção e mix
A produção de açúcar equivalente caiu de 1,855 milhão de toneladas no terceiro trimestre da safra 2024/25 para 1,542 milhão de toneladas no 3T25/26. No acumulado do ano-safra, o volume recuou de 10,189 milhões para 9,126 milhões de toneladas.
O mix de produção no trimestre permaneceu estável em relação ao ano anterior, com 44% destinados ao açúcar e 56% ao etanol. No acumulado da safra, o mix foi de 53% açúcar e 47% etanol.
Vendas de açúcar e etanol
As vendas de açúcar cresceram no terceiro trimestre, passando de 1,168 milhão de toneladas no 3T24/25 para 1,328 milhão de toneladas no 3T25/26.
No acumulado de nove meses, entretanto, houve recuo, de 4,037 milhões para 3,828 milhões de toneladas. Segundo a companhia, o desempenho reflete a menor moagem e o mix mais açucareiro nesta safra.
Já as vendas de etanol totalizaram 778 mil metros cúbicos no terceiro trimestre, queda frente aos 895 mil metros cúbicos registrados um ano antes.
Em contrapartida, a produção de etanol de segunda geração (E2G) avançou para 39,2 mil metros cúbicos, ante 18,5 mil metros cúbicos no mesmo período da safra anterior.
De acordo com a Raízen, as vendas de etanol ficaram em linha com a menor moagem e o mix mais açucareiro da safra, enquanto a expansão do E2G foi compatível com o ritmo de produção das plantas Univalem, Barra e Bonfim.

Bioenergia
Na área de bioenergia, a cogeração de energia caiu de 443 mil MWh para 364 mil MWh no terceiro trimestre, impactada pela menor disponibilidade de bagaço. No acumulado do ano, a geração recuou de 1,909 milhão de MWh para 1,656 milhão de MWh.
Distribuição de combustíveis
No segmento de distribuição de combustíveis, a Raízen estimou expansão dos volumes comercializados no Brasil para um intervalo entre 7,550 milhões e 7,650 milhões de metros cúbicos no terceiro trimestre da safra 2025/26, acima dos 6,815 milhões de metros cúbicos registrados no mesmo período da safra anterior.
No acumulado de nove meses, a estimativa varia entre 21,740 milhões e 21,840 milhões de metros cúbicos, ante 20,526 milhões de metros cúbicos em igual intervalo do ano-safra anterior.
Segundo a empresa, a projeção está “em linha com o Plano Operacional e melhora do ambiente de negócios com os avanços no combate ao mercado ilegal”.
Para o mercado argentino, a companhia também projeta crescimento anual dos volumes comercializados.
No terceiro trimestre, a estimativa varia entre 1,780 milhão e 1,830 milhão de metros cúbicos, acima dos 1,729 milhão registrados um ano antes. No acumulado do ano-safra, o volume estimado fica entre 5,290 milhões e 5,340 milhões de metros cúbicos.
De acordo com a Raízen, a expansão no país vizinho está alinhada ao Plano Operacional e à conclusão da parada programada da refinaria.








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