Produtores de ovos da Argentina pedem vacinação imediata para conter a disseminação da gripe aviária
Entidade representante do setor alega que 95 porcento produção está em risco devido à falta de imunização da população de galinhas em granjas comerciais
A disseminação da Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP) na Argentina, que causou o fechamento parcial das exportações, levou a câmara do país representante das granjas avícolas (Capia) a renovar seu pedido de implementação de um programa de vacinação para prevenir novos surtos, informa o jornal Clarín.
A entidade fez um “apelo urgente às autoridades nacionais para que avancem imediatamente com um plano estratégico de vacinação”, entendendo que a postura de “não vacinar só leva à falência do produtor primário”.
Segundo o Clarín, quatro surtos já foram detectados no país, o que levou ao fechamento das exportações para os principais mercados compradores.
A entidade representante do setor produtivo alega que “95% da produção de ovos está em risco devido à falta de imunização da população de galinhas em granjas comerciais”.
“Enquanto países da União Europeia, dos Estados Unidos e potências como a China já estão aplicando a vacinação para proteger suas aves, a Argentina mantém uma posição que deixa o produtor desprotegido diante do vírus ”, diz a Câmara.
Segundo o Clarín, quatro surtos já foram detectados no país, o que levou ao fechamento das exportações para os principais mercados compradores.
A Capia propõe que o governo adote a estratégia de vacinação de aves de ciclo longo, o que permitiria uma “imunização em massa para garantir a saúde do plantel nacional de galinhas poedeiras e o fornecimento de ovos”.
Além disso, solicitaram negociar protocolos específicos com os países compradores para exportar apenas de fazendas certificadas como não vacinadas. A entidade afirmou ainda que “a saúde animal deve ser a prioridade”.

“Continuar esperando equivale a aceitar o desaparecimento sistemático de produtores que atualmente não têm rede de segurança contra a doença e a colocar em risco o acesso à principal fonte de proteína animal consumida pelos argentinos”.
Quatro casos nos últimos 2 meses
Nos últimos dois meses, foram registrados quatro casos de gripe aviária em granjas comerciais do país: três na província de Buenos Aires e um em Córdoba.
De acordo com a reportagem do Clarín, esses surtos levaram o Senasa não só a implementar as medidas sanitárias necessárias para eliminar os surtos, mas também a suspender parcial e temporariamente as exportações até que se completem 28 dias sem o registro de novos casos desde a detecção do último surto.
China fecha as portas para o frango argentino
O principal produto afetado é a carne de aves fresca, cuja venda está restrita em aproximadamente 40 mercados. Entre eles, a China, principal compradora de frango argentino.
No entanto, informa o Clarín, o setor conseguiu manter os embarques para mais de 35 países e blocos comerciais que reconhecem os critérios de zoneamento, regionalização ou compartimentalização sanitária – instrumentos que permitem a continuidade do comércio exterior mesmo diante de surtos localizados da doença.








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