Cultivares de algodão chegam a 468 @/ha em ensaios realizados no Cerrado baiano
Pesquisa próxima da realidade do produtor
Até 468 arrobas de algodão em caroço por hectare. Esse foi um dos resultados registrados em ensaios conduzidos pela Fundação Bahia para avaliar o comportamento de diferentes cultivares de algodão no Cerrado baiano durante a safra 2025/2026.
Mais do que comparar produtividade, a pesquisa analisou um conjunto de características que pode fazer diferença no resultado da lavoura, como qualidade da fibra, desempenho agronômico, ocorrência de doenças e pragas e retorno econômico. O objetivo é gerar informações que auxiliem produtores e profissionais do setor na escolha dos materiais mais adequados às diferentes condições de produção.
Os resultados do estudo reforçam que a produtividade, embora seja um dos principais indicadores observados no campo, não deve ser analisada de forma isolada. O desempenho de uma cultivar resulta da interação entre genética, ambiente, manejo e condições fitossanitárias, enquanto atributos de qualidade e custos de produção também podem impactar diretamente a rentabilidade.
“Mais do que apresentar números, essa pesquisa gera conhecimento para apoiar decisões mais assertivas no campo. Ao avaliar produtividade, qualidade, sanidade e rentabilidade, conseguimos oferecer ao produtor informações que consideram a realidade do Cerrado baiano e contribuem para uma produção cada vez mais eficiente e sustentável”, destaca Jarbas Bergamaschi, produtor rural e presidente da Fundação Bahia.
Pesquisa próxima da realidade do produtor
Os ensaios foram realizados em condições de produção do Cerrado baiano, sob o comando dos pesquisadores Dr. Murilo Barros Pedrosa e Dr. Eleusio Curvelo Freire, permitindo observar como diferentes materiais respondem às características do ambiente e aos manejos adotados na região. Na safra 2025/26, foram avaliadas 46 cultivares em oito propriedades, em áreas de sequeiro e com irrigação complementar.
“A avaliação de cultivares precisa ser contínua porque, a cada safra, novos materiais chegam ao mercado com diferentes características e tecnologias. Nosso papel é colocar essas cultivares em condições representativas do Cerrado da Bahia e gerar dados que permitam ao produtor comparar não apenas produtividade, mas também qualidade de fibra, sanidade e rentabilidade”, explica Dr. Murilo Barros Pedrosa, pesquisador da Fundação Bahia e responsável pelo estudo. O projeto é conduzido há mais de dez anos com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, a ABAPA.

A análise econômica amplia a leitura dos resultados. No ensaio de sequeiro, oito cultivares apresentaram produtividade superior a 435 @/ha de algodão em caroço e mais de 184 @/ha de fibra, enquanto cinco ultrapassaram US$ 3 mil por hectare de rentabilidade líquida. Nos ensaios irrigados, também foram identificados materiais com destaque em produtividade e rentabilidade.
Resultados estão disponíveis gratuitamente
A pesquisa “Comportamento de cultivares de algodoeiro no Cerrado da Bahia – Safra 2025/2026” está disponível gratuitamente para consulta pública. O material reúne resultados dos ensaios, gráficos e informações técnicas sobre produtividade, qualidade da fibra, sanidade, desempenho agronômico e aspectos econômicos das cultivares avaliadas.
O estudo completo pode ser acessado na página de Boletins e Circulares de Culturas – Algodão da Fundação Bahia, permitindo que produtores, pesquisadores, consultores e técnicos tenham acesso direto aos dados produzidos pela pesquisa.















