Pepro do arroz vende 103 mil toneladas em leilão

Pepro do arroz destrava vendas e abre pressão por novo edital

Pepro do arroz vende 103 mil toneladas em leilão
Ilustrativa

Foto: Paulo Rossi Divulgação

O Pepro do arroz voltou a movimentar o mercado nesta terça-feira (5), com 103,405 mil toneladas comercializadas em leilão realizado pela Conab. A Federarroz avaliou o resultado como positivo para o escoamento da safra, mas defende um novo edital para redistribuir volumes que não foram totalmente utilizados entre as regiões produtoras.

A Fronteira Oeste foi o principal destaque da operação. De acordo com levantamento da Federarroz, a região negociou integralmente as 57,505 mil toneladas ofertadas no edital. O desempenho contrastou com outras regiões produtoras. No lote que reuniu Campanha, Região Central e Planície Costeira Externa, foram comercializadas 20,9 mil toneladas. Santa Catarina respondeu por outras 25 mil toneladas.

Ao todo, segundo dados divulgados pela Federarroz, o leilão ofertou 350,785 mil toneladas e teve 103,405 mil toneladas efetivamente negociadas.

Para a entidade, o resultado mostrou que o instrumento conseguiu cumprir parte do objetivo de estimular a comercialização em um cenário de baixa liquidez. O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, avaliou que a operação teve impacto positivo, especialmente pelo desempenho da Fronteira Oeste.

“A leitura da Federarroz é que o leilão foi muito bom. A Fronteira Oeste vendeu todo o lote. Tivemos um excedente de oferta para a Campanha, Região Central e Litoral Norte, que não utilizaram todo o volume. Mas, no total, o leilão foi um sucesso”, observa.

Nunes também destacou que o volume negociado deve ajudar a retirar produto do mercado em regiões relevantes para a produção nacional.

“Vendemos mais de 100 mil toneladas, juntamente com as 25 mil toneladas de Santa Catarina, e isso vai ajudar no escoamento dessas regiões que são as maiores produtoras do Brasil em um momento em que o mercado estava bem estagnado”, afirmou.

Apesar da avaliação positiva, a Federarroz entende que o leilão deixou evidente a necessidade de calibrar melhor a distribuição dos volumes. A principal defesa da entidade é que parte da oferta remanescente em regiões com menor procura seja deslocada para áreas onde houve demanda mais forte pelo Pepro, especialmente a Fronteira Oeste.

Segundo Nunes, a expectativa é que um segundo edital permita esse remanejamento. “Esperamos ainda ter um segundo edital para que possamos repassar mais um volume que sobrou na região da Campanha, Região Central e Litoral Norte para a Fronteira Oeste”, destacou.

O dirigente acrescentou que a Zona Sul e a Planície Costeira Interna devem participar de um próximo edital, conforme o comportamento do mercado nessas regiões.

MAIS

O Pepro é um mecanismo da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). O instrumento é usado quando há diferença entre o preço de mercado e o preço mínimo, com o objetivo de apoiar a venda da produção.
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