Boi gordo: semana começa com negociações em ritmo lento
Pelos dados apurados pela Agrifatto e Scot, preços ficaram estáveis na maiorias das praças brasileiras nesta segunda-feira (19/1); em SP, macho terminado vale R$ 318/@
A semana começou em ritmo lento no mercado do boi gordo, com baixa oferta e poucos negócios realizados nas praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Com isso, os preços da arroba não sofreram alterações na maior parte das regiões do País.
Na praça paulista, segundo dados apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 318/@, o “boi-China” está valendo R$ 322/@, a vaca gorda é negociada por R$ 302/@ e a novilha está tabelada em R$ 312/@ (todos os preços são brutos, no prazo).
Segundo a Agrifatto, apesar das escalas de abate reduzidas — em média entre sete e oito dias —, o equilíbrio do mercado foi garantido pela conjunção de oferta limitada e consumo interno enfraquecido.
“A demanda por carne no mercado doméstico já demonstra sinais de perda de fôlego, com tendência de retração mais acentuada a partir desta segunda quinzena de janeiro, período historicamente marcado por menor consumo (devido ao maior esgotamento dos salários recebidos no início do mês”, afirmam os analistas da Agrifatto.

Além disso, nesta época do ano, grande parte do orçamento da população brasileira é direcionado para o pagamento excessivo de contas, como IPTU, imposto de carro e do cartão de crédito utilizado nos períodos de festa (Natal/Ano Novo) e nas férias de verão.
Embora o impacto sobre os preços da arroba seja limitado, a pressão de baixa se mantém nas principais regiões do País.
Analistas da Agrifatto dizem que parte dos frigoríficos reduziu, ou até mesmo suspendeu os abates, amparada por contratos a termo e parcerias com confinadores, o que diminuiu a presença compradora no mercado spot (físico).








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