Imea aponta queda no interesse de pecuaristas de MT pelo confinamento
O Estado deve levar 1,33 milhão de cabeças aos cochos ao longo de 2026, uma queda de 7,71porcento sobre a quantidade projetada em abril/26, de acordo com o 2º levantamento das Intenções de Confinamento
Os pecuaristas de Mato Grosso devem levar 1,33 milhão de cabeças aos cochos ao longo de 2026, uma queda de 7,71% sobre a quantidade projetada em abril/26, de acordo com o 2º levantamento das Intenções de Confinamento divulgado nesta terça-feira (18/8) pelo Instituto de Economia Mato-Grossense (Imea).
A pesquisa também apontou custo médio da diária confinada de R$ 13,62/cabeça/dia em julho/26, o que significou um aumento de 3,57% no comparativo anual.
O avanço nos custos deve-se ao forte movimento de valorização da reposição, justifica o Imea.
Na primeira quinzena de agosto/26, a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro em Mato Grosso ficou em 2,13 cabeça/cabeça, um recuo 6,63% sobre as 2,29 cabeças de bezerro que podiam ser adquiridas com a venda de um boi gordo no mesmo período de 2025 – um reflexo da maior valorização do bezerro, de 18,62%, comparado à alta de 10,76% do boi gordo.
“A menor oferta de bezerros deve seguir sustentando as cotações e limitando uma recuperação mais consistente da relação de troca”, antecipam os analistas do Imea.
Preços dos insumos do confinamento recuam em MT
Ainda de acordo com levantamento atual do Imea sobre a atividade de confinamento no Estado, houve recuos nos preços dos insumos utilizados na alimentação.

Na comparação com as médias de 2025, o milho recuou 13,86%, enquanto o caroço de algodão caiu 24,18%, o DDG, 15,60%, e o farelo de soja, 2,47%. “Esse movimento indica um ambiente mais favorável para a composição das dietas”, reforça o instituto.
Ainda assim, parte desse alívio foi absorvido pela valorização da reposição, acrescenta.
Bovinos confinados devem chegar ao abate entre setembro e novembro
Quanto à programação das entregas, diz o Imea, 48,31% dos animais previstos para saírem dos cochos devem ser destinados ao abate entre setembro/26 e novembro/26, concentrando a oferta em uma janela tradicionalmente relevante para o abastecimento da indústria durante a entressafra.












