Milho despenca com dólar abaixo de R$ 5,00
Na B3, os contratos futuros recuaram
O mercado de milho iniciou a semana em queda, influenciado por fatores externos e pelo comportamento cauteloso dos agentes no mercado interno. As informações são da TF Agroeconômica.
Na B3, os contratos futuros recuaram acompanhando a desvalorização observada em Chicago e a queda do dólar, que voltou a ser negociado abaixo de R$ 5,00 após dois anos. O cenário também reflete a dinâmica doméstica, onde os preços se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca ao longo do mês, mas passaram a registrar leves recuos diante da menor atuação dos compradores.
Com estoques ainda presentes e expectativa de novas quedas, a demanda segue retraída, enquanto vendedores demonstram maior interesse em negociar, chegando a ajustar valores para viabilizar negócios. A pressão adicional vem da queda cambial, que reduz a paridade de exportação, além do avanço da colheita da safra de verão e da melhora das condições climáticas em regiões da segunda safra.

No Rio Grande do Sul, a colheita já atinge cerca de 92% da área, acima da média histórica, mas com produtividade irregular em função da distribuição desigual das chuvas. O mercado permanece com baixa liquidez, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. Em Santa Catarina, a colheita se aproxima do fim, mas o descompasso entre pedidas e ofertas mantém as negociações limitadas, com indicações ao redor de R$ 75,00 e compradores próximos de R$ 65,00.
No Paraná, o mercado segue travado, com diferenças entre pedidas e ofertas e impacto do clima sobre a safrinha. Já em Mato Grosso do Sul, o plantio da segunda safra está praticamente concluído, enquanto a demanda da bioenergia ajuda a sustentar os preços, mesmo com negociações pontuais.








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