Mercado do boi gordo perde força e registra queda de preços em importantes praças pecuárias

Goiânia, Triângulo Mineiro e noroeste do Paraná lideram recuos na primeira quinzena do mês

Mercado do boi gordo perde força e registra queda de preços em importantes praças pecuárias
Ilustrativa

O mercado pecuário brasileiro fechou a última semana em ritmo mais lento, com negociações travadas e menor movimentação nas compras de gado. O cenário reflete a combinação entre demanda enfraquecida no atacado e escalas de abate mais confortáveis para parte dos frigoríficos. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o levantamento, muitas indústrias seguem abastecidas com animais já contratados e, por isso, reduziram a pressão por novas aquisições no mercado físico. Ao mesmo tempo, as vendas de carne bovina no atacado ainda apresentam dificuldade de reação, mantendo o mercado pressionado.

Do lado da oferta, pecuaristas continuam demonstrando resistência aos preços praticados e limitam a venda de animais em várias regiões do país. Em algumas praças, no entanto, as condições climáticas contribuíram para aumento na oferta de gado.

As escalas de abate registradas na sexta-feira já garantiam, em muitos casos, a programação da semana seguinte, com algumas unidades avançando até o início de junho.

Na primeira quinzena do mês, o boi gordo acumulou quedas importantes em diferentes regiões. Goiânia liderou as desvalorizações, com recuo de 2,6%, seguida pelo Triângulo Mineiro, com baixa de 2,4%, e pelo noroeste do Paraná, onde a retração chegou a 2%.

O mercado de reposição também perdeu força. Em Cassilândia (MS), o preço do bezerro caiu 3,5%, enquanto em Presidente Prudente (SP) a desvalorização foi de 2,8%.

No atacado da Grande São Paulo, a carne bovina acumula queda de 1,3% desde o início do mês. Na sexta-feira, o quilo foi comercializado, em média, a R$ 25,20.

Agora, o setor acompanha o comportamento dos leilões realizados no fim de semana, diante da expectativa de negócios com preços mais baixos para os animais.

Com informações do Canal Rural.