Oferta restrita de boi sustenta alta da arroba no Brasil
Escalas curtas de abate limitam negociações e mantêm preços firmes em diferentes praças
O mercado físico do boi gordo registrou negociações acima da referência média em diferentes praças do país.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a restrição de oferta segue como principal fator de sustentação dos preços ao longo de março.
“Nesse cenário, os frigoríficos não conseguem evoluir de maneira satisfatória suas escalas de abate, que hoje atendem entre cinco e sete dias úteis na média nacional”, afirma.
O ambiente ainda é de volatilidade. O conflito no Oriente Médio, a alta dos combustíveis e a progressão da cota chinesa adicionam pressão e tornam o comportamento dos contratos futuros do boi gordo na B3 instável.
Preços do boi gordo
Os valores do boi gordo na modalidade a prazo estavam assim no dia 19 de março:
São Paulo (Capital) – R$ 355,00 a arroba, alta de 2,90% em relação aos R$ 345,00 praticados no final da semana passada.
Goiás (Goiânia) – R$ 340,00 a arroba, avanço de 3,03% ante os R$ 330,00 do encerramento da semana passada.
Minas Gerais (Uberaba) – R$ 345,00 a arroba, inalterado frente ao fechamento da semana anterior.
Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 340,00 a arroba, queda de 1,45% ante os R$ 345,00 praticados no final da semana passada.
Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 340,00 a arroba, inalterado frente ao valor praticado na semana passada.
Rondônia (Vilhena) – R$ 310,00 a arroba, sem mudanças ante o final da semana passada.

Atacado
No mercado atacadista, os preços ficaram estáveis ao longo da semana, com sinais de limitação para novas altas. Segundo Iglesias, o cenário reflete a maior competitividade das proteínas concorrentes.
O quarto do dianteiro foi cotado a R$ 20,50, sem mudanças frente à semana anterior. Já os cortes do traseiro bovino permaneceram em R$ 27,00 por quilo.
Exportações
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada somaram US$ 666,888 milhões em março até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 66,688 milhões.
O volume total exportado chegou a 115,678 mil toneladas, com média diária de 11,567 mil toneladas. O preço médio da tonelada foi de US$ 5.765,00.
Na comparação com março de 2025, houve alta de 20,1% no valor médio diário exportado, avanço de 2,1% no volume médio diário e ganho de 17,6% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior.








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