ABPA avalia renovação do PACIC e impactos para exportações brasileiras ao México

Entre os produtos contemplados está a carne de frango, item relevante da pauta exportadora brasileira para o mercado mexicano.

ABPA avalia renovação do PACIC e impactos para exportações brasileiras ao México
Ilustrativa

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) acompanha os efeitos da renovação do decreto do governo do México que mantém o Programa contra a Inflação e a Carestia (PACIC), voltado à isenção tarifária para a importação de alimentos básicos. Entre os produtos contemplados está a carne de frango, item relevante da pauta exportadora brasileira para o mercado mexicano.

O PACIC é uma iniciativa de política interna do México destinada a mitigar os efeitos da inflação sobre os preços dos alimentos. O programa concede isenção temporária de tarifas de importação a países que não possuem acordos comerciais com o país, sem direcionamento específico ao Brasil. A medida é aplicada de forma geral a todos os fornecedores nessas condições.

Na renovação anunciada neste ano, a ABPA destaca a manutenção da isenção tarifária para a carne de frango. O México é o quinto maior destino das exportações brasileiras do produto e importou 238 mil toneladas entre janeiro e novembro do ano passado, volume 16% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, o novo decreto suspendeu a isenção para a carne suína, que passa a ser importada com tarifa em torno de 16%. Na avaliação da ABPA, a nova alíquota reduz a competitividade do produto, mas não inviabiliza o comércio com o mercado mexicano. A entidade observa que a demanda permanece consistente: entre janeiro e novembro de 2025, os embarques brasileiros de carne suína para o México cresceram mais de 70%, alcançando 74 mil toneladas.

A associação ressalta ainda que, para os produtos que deixaram de contar com a isenção, o decreto prevê regras de transição, permitindo a manutenção de benefícios administrativos em contratos firmados anteriormente. Segundo a ABPA, a decisão do governo mexicano não representa ruptura nem descontinuidade no comércio bilateral, que segue ocorrendo dentro de parâmetros conhecidos, com previsibilidade e respeito às regras sanitárias e comerciais.

 

Com informações da ABPA