Gado vivo: Brasil exporta 725,94 mil cabeças entre jan-jul/26, com avanço anual de 26,7porcento

Entre os Estados exportadores, o Pará permanece como principal origem dos embarques, concentrando 63,67porcento do total obtido no acumulado do ano

Gado vivo: Brasil exporta 725,94 mil cabeças entre jan-jul/26, com avanço anual de 26,7porcento
ilustrativa

No acumulado de janeiro a julho, o Brasil contabiliza 725,94 mil bovinos vivos embarcados, resultado 26,72% superior ao observado no mesmo período de 2025, um desempenho histórico para o período, destaca a Agrifatto, citandos números oficias do governo federal.

Em julho/26, as exportações brasileiras de gado vivo somaram 67,10 mil cabeças, com recuo de 49,22% frente ao resultado de junho/26,.

A receita gerada pelos embarques no mês passado atingiu US$ 101,45 milhões, com valor médio de US$ 102,6/@ por animal comercializado.

Concentração dos embarques em dois Estados

Entre os Estados exportadores, o Pará permanece como principal origem dos embarques, concentrando 63,67% do total obtido no acumulado de janeiro a julho deste ano.

O segundo maior fornecedor foi o Rio Grande do Sul, com participação de 25,77%. 

No Pará, observa a Agrifatto, o gado em pé correspondeu a 16,03% do abate estadual no trimestre, enquanto no Rio Grande do Sul a proporção alcançou 20,33%

“Nesses polos, o embarque de animais vivos disputa oferta de forma concreta e contribui para a sustentação da arroba local, com destaque para o Sul, onde o avanço do gado em pé foi mais intenso no período”, aponta a Agrifatto.

Turquia domina as compras de gado vivo em julho

Pelo lado da demanda, o fluxo segue altamente concentrado, com Turquia, Marrocos, Iraque e Líbano respondendo conjuntamente por 96,29% do volume embarcado em julho/26, relata a Agrifatto. 

Sozinha, a Turquia respondeu por 43,97% das compras, um pouco à frente de Marrocos, com 40,49% de participação em julho/26.

Segundo observação da Agrifatto, em termos de peso sobre a oferta doméstica de carne bovina no Brasiil, o gado vivo permanece como parcela pequena do abate agregado, mas relevante nos polos de origem. 

Tomando como referência o primeiro trimestre de 2026, último dado divulgado pela Pesquisa Trimestral do Abate do IBGE, as 294,96 mil cabeças de bovinos embarcadas equivaleram a 2,87% do abate nacional inspecionado no período, ante 2,36% no mesmo período de 2025.