Granizo danifica centenas de casas no RS e Inmet emite alerta vermelho antes de nova frente fria
Tempestades de vento e gelo provocaram estragos em municípios gaúchos na segunda-feira. Agora, a previsão indica chuvas intensas e queda de temperatura ao longo da semana no Sul e no Sudeste.
Um temporal devastador com forte queda de granizo atingiu a região noroeste do Rio Grande do Sul no início da tarde da segunda-feira, 27 de julho. No município de Santo Antônio das Missões, a tempestade durou menos de cinco minutos, mas foi o suficiente para causar estragos severos em diversos pontos da cidade. Conforme um levantamento preliminar divulgado pela Defesa Civil, cerca de 500 residências foram danificadas, sendo os bairros São Jorge e Jardim dos Pampas os mais atingidos. Equipes da Defesa Civil regional prestam atendimento às famílias afetadas, enquanto bombeiros da cidade vizinha de São Luiz Gonzaga foram mobilizados para distribuir lonas aos moradores atingidos. Até o momento, não há confirmação de feridos.
A severidade do clima também afetou o norte do estado no fim da tarde da mesma segunda-feira. Por volta das 17h20, a cidade de Não-Me-Toque enfrentou um temporal acompanhado de chuva de granizo e fortes rajadas de vento que durou cerca de 20 minutos. Durante a tempestade, as pedras de gelo aumentaram gradualmente de tamanho, intensificando a destruição. A Defesa Civil local já contabilizou mais de 70 chamados relacionados a destelhamentos de imóveis, além de quedas de árvores e postes, o que causou a interrupção no fornecimento de energia elétrica em diversas áreas do município.
Diante do cenário de forte instabilidade, o estado do Rio Grande do Sul permanece sob alerta máximo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um alerta vermelho de grande perigo, válido até as 23h59 desta terça-feira, dia 28. O aviso meteorológico aponta para o risco de tempestades severas com chuvas superiores a 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia, além de rajadas de vento de até 100 km/h. O órgão alerta para alto risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas em regiões como o sudoeste, centro ocidental, noroeste, sudeste, centro Oriental, nordeste e a Região Metropolitana de Porto Alegre.
Foto: divulgação/Inmet
O avanço de sistemas frontais pela América do Sul continuará mantendo o tempo instável no Rio Grande do Sul ao longo desta semana. No entanto, a partir desta terça-feira, dia 28, uma nova massa de ar frio ingressa no país e começa a alterar progressivamente as temperaturas. Embora não apresente intensidade extrema, o sistema promoverá uma diminuição contínua na temperatura à medida que se desloca pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, proporcionando marcas mais amenas nos termômetros desses estados.

No Sul do Brasil, a massa de ar frio atingirá o seu ápice de intensidade na quinta-feira, dia 30. As temperaturas mínimas em grande parte da região devem ficar abaixo dos 10°C, registrando valores em torno de 5°C no extremo sul gaúcho e na Serra Catarinense. Nas áreas serranas, a combinação de madrugadas frias com marcas de até 4°C favorecerá a formação de geadas pontuais entre o final da noite e as primeiras horas do dia.
À medida que o sistema avança em direção ao Norte, os efeitos do frio também passarão a ser sentidos de forma expressiva na Região Sudeste. Entre a madrugada de sexta-feira, dia 31, e o sábado, 1º de agosto, dezenas de municípios do Vale do Paraíba, do entorno da Serra da Mantiqueira em Minas Gerais e da região serrana do Rio de Janeiro registrarão temperaturas mínimas inferiores a 10°C, com chance de geadas isoladas nas áreas de maior altitude.
Apesar da queda nas temperaturas e da sequência de geadas pontuais no Sul e no Sudeste, os meteorologistas ressaltam que esta massa de ar frio não trará impactos climáticos extremos para o país. De modo geral, as temperaturas médias ao longo da semana continuarão figurando acima da média histórica para o período. Esse comportamento reflete a influência continuada do fenômeno El Niño neste inverno, que atua favorecendo a manutenção de marcas mais elevadas e a ocorrência de ondas de calor sobre o centro-sul do Brasil.
Artigo escrito com informações do Inmet, Meteored e G1.













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