Colheita da safrinha de milho ganha ritmo em diversas regiões brasileiras

Em MT, a colheita já ultrapassou metade da área cultivada, enquanto em MS, TO, PI e MG os primeiros resultados indicam produtividades satisfatória, informa relatório da Agrifatto

Colheita da safrinha de milho ganha ritmo em diversas regiões brasileiras
ilustrativa

A colheita da safrinha do milho no Brasil avançou para 28,5% da área semeada, mantendo ritmo semelhante ao registrado no mesmo período do ano passado, embora permaneça 6,9 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos, informa relatório da Agrifatto enviado aos seus assinantes.

Segundo a consultoria, a maturação segue como o principal estádio fenológico do milho segunda safra, presente em 57,1% das lavouras. Na sequência, 14,2% das áreas encontram-se em enchimento de grãos e 0,2% ainda estão em floração.

Na última semana, relata a Agrifatto, as operações de colheita foram favorecidas pelo tempo mais seco em diversas regiões do País. 

Em Mato Grosso, a colheita já ultrapassou metade da área cultivada, enquanto em Mato Grosso do Sul, Tocantins, Piauí e Minas Gerais os primeiros resultados indicam produtividades satisfatórias. 

No Paraná, informa a Agrifatto, as chuvas frequentes seguem limitando o avanço dos trabalhos. 

Em Goiás, diz a Agrifatto, os rendimentos confirmam as perdas esperadas pela seca, e no Maranhão as lavouras semeadas tardiamente tiveram o potencial produtivo reduzido pela escassez de precipitações.

Preços nos mercados físico e futuro

Na segunda-feira (06), os preços do milho no mercado físico (praça Campinas, SP), ficaram praticamente estáveis (ligeira baixa de 0,08%), com a saca valendo R$ 64.

De carona com Chicago, as cotações futuras de milho na B3 encerraram o pregão de segunda-feira (6/7) em alta.

A valorização do real frente ao dólar foi um fator limitante para maiores altas, assim como o avanço da colheita no Brasil, relata a Agrifatto. O contrato setembro/26, subiu 1,85%, cotado a R$ 68,30 por saca.

Em Chicago, o preço futuro do milho fechou a segunda-feira em forte alta.

Segundo a Agrifatto, o principal direcionador do movimento foi a previsão de ondas de calor e chuvas abaixo da média para os próximos 14 dias, podendo afetar partes do cinturão norte-americano de milho.

O contrato com vencimento em dezembro/26, mais negociado, terminou o pregão de Chicago cotado a US$ 4,58 por bushel, avanço de 3,68% sobre a sessão anterior.