“Boi-China” acumula queda de R$ 7/@ na praça paulista, aponta dados da Scot
Animal com padrão-exportação sofreu nova desvalorização (queda diária de R$ 3/@) em SP, e agora vale R$ 335/@, no prazo, informa a consultoria
Os frigoríficos brasileiros continuam pressionando as cotações do boi gordo, enquanto a ponta vendedora tenta, sem muito sucesso, resistir ao contínuo movimento de baixa.
Nesta terça-feira (7/7), a Scot Consultoria apurou queda de R$ 3/@ no preço do “boi-China” abatido na praça de São Paulo, que agora vale R$ 335/@, no prazo, R$ 5/@ a mais que o boi sem padrão-exportação.
A mesma Scot detectou baixas nos preços da arroba em outras importantes regiões brasileiras.
No acumulado de julho/26, o preço do “boi-China” já registra queda de R$ 7/@ em São Paulo, ante o valor registrado em 30 de junho/26, de R$ 342/@ (prazo), segundo os dados da Scot.
“Os frigoríficos que já estavam ativos nas compras estão com as mesmas referências, e aqueles que abriram ofertas nesta terça-feira estão com preços deprimidos”, relata a Scot, referindo-se à praça paulista.
Segundo levantamento da Agrifatto, das 17 regiões monitoradas diariamente, houve queda nos preços do boi gordo em duas delas nesta terça-feira: Alagoas e Bahia; no restante das praças, a arroba ficou estável.
Baixo volume de negócios
Na avaliação da Agrifatto, o volume de negócios continua reduzido nas principais praças do País, e as escalas de abate das indústrias brasileiras permaneceram próximas de sete dias úteis, na média nacional.

“Esse quadro mostra um mercado travado, sem fluidez, em que a indústria tenta alongar as escalas e reduzir o ritmo das compras”, afirmam os analistas.
Segundo a consultoria, o ajuste na produção reflete o enfraquecimento da demanda doméstica pela carne bovina, apesar do recebimento dos salários, além do pé no freio nas vendas para a China, após o quase esgotamento da cota de salvaguarda brasileira, de 1,1 milhão de toneladas.
No mercado futuro da B3, os preços do contrato do boi gordo registraram leves altas no pregão de segunda-feira (6/7).
O papel com vencimetno em agosto/26, por exemplo, encerrou a sessão cotado a R$ 333,20/@, com valorização de 0,41% em relação ao fechamento anterior.













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