Bloqueio europeu apagará Holanda e Itália do mapa dos principais destinos da carne bovina brasileira
Em agosto/26, os dois países aparecem entre os destaques da lista dos 10 maiores compradores da proteína nacional
Em agosto/26, Holanda e Itália aparecem em quinto e sétimo lugares, respectivamente, no ranking dos países que mais renderam dólares aos exportadores brasileiros de carne bovina in natura.
A partir deste mês, os dois países, assim como outros integrados à União Europeia irão sumir do mapa de destinos da proteína brasileira, já que o bloco passou, a partir de 3 de setembro/26, a proibir qualquer entrada de cortes bovinos nacionais (entre outros produtos).
A justificativa oficial está relacionada às regras europeias para o uso de antimicrobianos na produção pecuária e à avaliação de que o Brasil não apresentou garantias suficientes de conformidade.
Pelos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em agosto/26, as exportações de carne bovina brasileira in natura ao mercado holandês atingiram US$ 71,5 milhões, um aumento de 205,5% (ou + US$ 48,1 milhões) em relação à receita registrada em igual mês do ano passado.
A participação da Holanda na lista dos maiores compradores do produto brasileiro foi de 5,9%, à frente do México (5,4%), e atrás apenas dos EUA (15,1%), Rússia (9,5%), Chile (8,9%) e China (7,6%).



Para o mercado italiano, os embarques da proteína in natura somaram US$ 56,9 milhões em agosto/26, um acréscimo de 52% (ou + US$ 19,5 milhões) em comparação ao resultado obtido em agosto de 2025.
A participação da Itália no ranking brasileiro de agosto foi de 4,7%, sétimo colocado.
A Espanha também tem participação importante na lista dos principais compradores, com 2,3% de participação em agosto/26 – as exportações ao país europeu atingiram US$ 27,5 milhões, um aumento de 166,4% sobre agosto/25.












