Pecuaristas dos EUA se opõem à isenção tarifária para a carne bovina brasileira
Associações estão pedindo ao governo Trump que reverta sua decisão e imponha uma tarifa de 25porcento sobre a proteína exportada pelo Brasil
Associações de pecuaristas estão pedindo ao governo Trump que mude de rumo e imponha uma tarifa de 25% sobre a carne bovina brasileira, alegando que a maior parte das florestas desmatadas ilegalmente no Brasil destina-se à criação de gado, destaca texto publicado no portal Capital Press, veículo especializado no setor do agronegócio.
Nesta quarta-feira (16/7), o presidente Donald Trump deve oficializar a imposição da 25% sobre mais de 4.000 produtos brasileiros, avaliados em cerca de US$ 15 bilhões anualmente, informa reportagem da Reuters.
Segundo a agência, o Brasil seria o primeiro país alvo da nova estratégia tarifária do governo Trump, que se baseia na Seção 301 da lei comercial dos EUA, uma disposição que autoriza investigações sobre supostas práticas comerciais desleais.
No entanto, espera-se que Washington isente diversas categorias de produtos brasileiros – além da carne bovina, produtos como café, terras raras e peças de aeronaves, que representam a maior parte das exportações do país para os EUA.
A isenção de tarifa sobre a carne bovina brasileira estaria em consonância com outras ações do governo para incentivar as importações da proteína, numa tentativa de reduzir os preços do produto no varejo norte-americano, que estão em níveis recordes, devido à drástica queda do rebanho local, o menor em 70 anos.

Segundo a reportagem do Capital Press, grupos de pecuaristas dos EUA argumentam que o aumento das importações não reduziu os preços da carne no país e que isentar a proteína brasileira das tarifas contradiria a própria investigação do governo.
“Isentar a carne bovina prejudicaria a credibilidade dos esforços do representante comercial dos EUA para resolver o problema do desmatamento ilegal”, disse Bill Bullard, CEO da R-CALF.
Os Estados Unidos iniciaram a investigação sobre as práticas comerciais do Brasil há um ano, diz o portal.
“Cada remessa de carne bovina brasileira que entra neste país, produzida em terras desmatadas ilegalmente, diz aos produtores de gado dos EUA que seus investimentos em conservação e no cumprimento de nossas leis não importam”, afirmou Jenna Stanton, diretora de políticas da Associação de Pecuaristas dos EUA, em uma audiência do escritório de comércio em 6 de julho, em Washington, D.C.













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