Dia do Pecuarista: Das invernadas para as mesas do mundo; ouça depoimentos
Celebrar o Dia do Pecuarista – 15 de julho – é reconhecer os responsáveis por colocar o Brasil no topo do comércio global de carne bovina
Neste Dia do Pecuarista, é ainda o tempo de reverenciar a dedicação de quem maneja o rebanho de sol a sol fazendo a diferença, diretamente, nos portos nacionais e na mesa dos brasileiros. Do Centro-Oeste aos confins do Pampa e do Norte, cada arroba produzida fortalece o PIB nacional e garante a segurança alimentar global.
A evolução do número de bovinos abatidos no Brasil nos últimos cinco anos consolidados revela um movimento claro de forte expansão produtiva e quebra sucessiva de recordes. É a tecnologia de ponta validada pela paixão rural.
Impulsionado pela virada do ciclo pecuário e pelo avanço das exportações, o volume de abates saltou de 27,54 milhões de cabeças em 2021 para o ápice de 42,94 milhões em 2025. O peso médio geral das carcaças saltou de patamares próximos a 260 kg, em 2020, para médias que superam os 290 kg para os machos, no ano passado.
Além de números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) validarem o desempenho da pecuária brasileira, uma importante geradora de pesquisa para o setor é a Embrapa Pecuária Sul (RS) que deixa seu testemunho, pelas palavras de Fernando Flores Cardoso, seu chefe-geral.

Fernando Flores Cardoso (Foto: Divulgação)
Em 2025, o País consolidou um marco absoluto ao atingir a exportação de 3,5 milhões de toneladas da proteína vermelha, movimentando uma receita histórica de US$ 18,03 bilhões – a carne bovina mais barata do mundo, mas que vem valorizando.
Mais do que estatísticas comerciais grandiosas, esses números comprovam que a carne produzida nas fazendas brasileiras atende aos mais rígidos protocolos de sanidade, sustentabilidade e qualidade do planeta.

E isso tudo porque o bovinocultor acabou por mobilizar uma verdadeira rede produtiva em torno do seu trabalho de criação, mobilizando a oferta de tecnologia por parte de seus fornecedores de insumos, da genética provada ao pasto de melhor desempenho a partir de novas variedades de forrageiras e manejos mais criteriosos.
“Tudo visando atender um mercado cada vez mais exigente quanto à qualidade do produto final e ao volume crescente”. Essa é a avaliação de João Yamaguchi, gerente de Corte a Pasto da dsm-firmenich para a América Latina. Apesar do salto, ele até pontua desafios importantes ainda por superar.

João Yamaguchi (Foto: Divulgação)
E essa demanda crescente pela carne bovina brasileira é que vem sustentando às ações de inovação e conquista tecnológica.
Para Lygia Pimentel, pecuarista e CEO da Agrifatto, ainda que muitos pecuaristas ainda fiquem na torcida por melhores preços, uma parte considerável deles está consumindo melhor as informações disponíveis e aprendendo a negociar melhor sua produção.
Para a consultora, o maior desafio ainda é a gestão de custos e lidar com tantas variáveis, inerentes às atividades agropecuárias, principalmente nos trópicos; mas servido de cada vez mais respostas trazidas pela ciência e insumos mais bem direcionados às necessidades das fazendas, o sucesso ao pecuarista pertence.













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