China retoma sede por lácteos em junho: importações cresceram 11porcento
As importações chinesas de produtos lácteos encerraram junho de 2026 com um aumento de volume de 11,4porcento em comparação com o mesmo mês do ano anterior, entenda quais derivados tiveram maior destaque.
As importações chinesas de produtos lácteos encerraram junho de 2026 com um aumento de 11,4% em volume em comparação com o mesmo mês do ano anterior e de 20,1%, quando medidas em litros equivalentes de leite.
Fonte: OCLA
Os produtos que mais contribuíram para esse crescimento foram o leite em pó integral, o soro de leite, as fórmulas infantis e os queijos macios. Em termos monetários, o valor total importado no mês aumentou 20,6% na comparação anual, segundo dados elaborados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) com base em informações da Aduana da China e da CLAL.it.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o crescimento foi muito mais moderado: o volume importado avançou apenas 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, embora o valor em dólares tenha aumentado 4,1%, impulsionado principalmente pelos preços — o valor médio passou de US$ 4.555 para US$ 4.722 por tonelada, um aumento de 3,7%.
O valor por litro equivalente de leite das importações chinesas no acumulado do ano foi de US$ 1,06, praticamente o mesmo registrado no mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a junho de 2026, os principais produtos apresentaram desempenhos distintos. O soro de leite foi a categoria com maior volume importado, totalizando 332 mil toneladas, embora tenha registrado uma queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O leite em pó integral, segundo produto mais importado em volume, alcançou 281 mil toneladas, um aumento de 11%. Já o leite em pó desnatado recuou 20%, para 112 mil toneladas, enquanto o leite fluido desnatado caiu 13%, totalizando 141 mil toneladas.

No segmento de queijos, o queijo macio foi o produto de maior dinamismo, com crescimento de 31%, alcançando 30,7 mil toneladas, seguido pelo queijo processado (+27%) e pelo queijo ralado ou em pó (+23%). As importações de manteiga aumentaram 12%, para 66 mil toneladas. O creme de leite registrou alta de 8%, atingindo 152 mil toneladas, enquanto as fórmulas infantis cresceram apenas 1%, chegando a 106 mil toneladas. A lactose destinada ao uso farmacêutico apresentou a maior queda do semestre, com retração de 21%.
No caso do leite em pó integral, o segundo principal produto importado pela China, a Nova Zelândia respondeu por 94,8% das compras chinesas no primeiro semestre de 2026, participação ligeiramente superior aos 92,2% registrados no mesmo período do ano anterior.
As informações são do Tardáguila Agromercados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.













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