Preços da reposição recuam durante a semana em SP, aponta Scot
Ao longo desta semana, 6 das 8 categorias de reposição registraram retração nas cotações na comparação com a anterior
Em São Paulo, o mercado de reposição registrou um comportamento mais retraído nas negociações ao longo das duas primeiras semanas de março/26, informa a zootecnista Stéfany Souza, analista da Scot Consultoria.
Na primeira semana, o ambiente foi marcado por menor liquidez e cautela entre compradores e vendedores, com preços andando de lado, relata a analista.
Por sua vez, continua Stéfany, na segunda semana, houve recuo nas cotações, refletindo o ajuste das expectativas do setor diante do cenário atual.
“Esse movimento acompanha o que vem acontecendo no mercado do boi gordo”, afirma a analista, referindo-se à pressão negativa na arroba ocasionada pelas incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, que levaram as indústrias frigoríficas a reduzir o ritmo de compras.
“Esse contexto gera um ambiente de espera, com agentes do mercado avaliando possíveis impactos logísticos e comerciais sobre o fluxo global de proteínas”, acrescenta ela.
Dessa forma, o mercado paulista de reposição atravessa um momento de ajuste nos preços.
Entre os machos Nelore, na comparação semanal, as cotações registraram queda para o boi magro (-1,9%), para o garrote (-1,2%) e para o bezerro de ano (-1,7%). Já o bezerro de desmama subiu 1,8%, informa a Scot.
Para as fêmeas Nelore, na mesma comparação, as cotações recuaram. A vaca magra caiu 1,4%, a novilha teve baixa de 1,5% e a bezerra de ano apresentou retração semana de 1,8%. Por sua vez, a bezerra de desmama teve alta de 1,3%.

Segundo a analista da Scot, o ágio entre o bezerro de desmama e o boi gordo caiu 9,6% em relação ao mês anterior, para 38%. Contudo, na comparação com março de 2025, o ágio atual apresenta avanço de 44,2%.
Nos próximos dias, o mercado de reposição deve adotar uma postura mais cautelosa, prevê Stéfany.








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