Soja recua com oferta global mais ampla

No cenário internacional, a concorrência segue elevada

Soja recua com oferta global mais ampla
ilustrativa

O mercado da soja encerrou o dia pressionado pela combinação de oferta global ampla, demanda externa mais fraca e recuo das cotações internacionais. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos em Chicago fecharam em baixa após o relatório de junho do USDA manter a safra dos Estados Unidos em 120,70 milhões de toneladas e os estoques finais em 8,44 milhões de toneladas.

O contrato de julho caiu 0,71%, a US$ 11,15 por bushel, enquanto agosto recuou 0,64%, para US$ 11,20. Também houve baixa no farelo, de 0,07%, e no óleo de soja, de 1,17%. A pressão veio principalmente da redução das exportações norte-americanas pelo segundo mês seguido. Com novo corte de 540 mil toneladas, a projeção de embarques pode atingir o menor volume em 13 anos.

No cenário internacional, a concorrência segue elevada. O USDA aumentou a estimativa da safra argentina para 48,80 milhões de toneladas, enquanto a Conab ajustou a produção brasileira para 180,25 milhões. O órgão norte-americano também manteve sua projeção de compras chinesas acima do número indicado por Pequim. As vendas semanais para exportação recuaram 24% frente à semana anterior e 18% em relação à média das quatro semanas anteriores.

No mercado interno, o movimento foi de estabilidade em várias praças, mas com pressão do câmbio e dos futuros externos. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande ficou em R$ 131,00, enquanto a colheita estadual foi encerrada com produtividade média de 2.871 kg por hectare. Em Santa Catarina, São Francisco do Sul permaneceu em R$ 130,50, com a colheita praticamente concluída.

No Paraná, a safra foi consolidada em 21,78 milhões de toneladas, com estrutura de armazenagem de 35,7 milhões de toneladas. Em Mato Grosso do Sul, as exportações de maio cresceram 41%, enquanto Mato Grosso registrou comercialização de 81,04% da safra e fiscalização reforçada durante o vazio sanitário.
 

Veja também: