Infestação em pastos pode custar caro ao produtor
A capacidade de propagação da espécie é um dos principais fatores de alerta
O avanço de plantas daninhas agressivas nas pastagens tem gerado preocupação no setor pecuário devido aos impactos diretos na produtividade e na rentabilidade das propriedades. Entre elas, o capim-capeta vem se destacando pela capacidade de rápida disseminação e pelo potencial de comprometer áreas destinadas à criação de bovinos.
Considerada uma das invasoras mais problemáticas das pastagens, a planta pode reduzir em até 40% a capacidade de lotação das áreas infestadas. Em uma propriedade com potencial de 2,0 unidade animal por hectare, por exemplo, a infestação pode provocar perda de até 0,8 unidade animal por hectare. Com a arroba do boi em torno de R$ 250 e produção média de 16 arrobas por animal ao ano, a redução pode representar cerca de 12,8 arrobas por hectare, o que equivale a aproximadamente R$ 3.200 anuais em receita perdida.
A capacidade de propagação da espécie é um dos principais fatores de alerta. Uma única touceira pode produzir até 200 mil sementes por ano, que permanecem viáveis no solo por até dez anos. Essas sementes podem se espalhar com facilidade por pneus, equipamentos agrícolas, fezes de animais e até pela água da chuva. O engenheiro agrônomo Gustavo Corsini, da IHARA, explica que a presença da planta costuma estar associada a pastagens degradadas ou com falhas de cobertura vegetal, o que acaba agravando a situação das áreas já comprometidas.
“O momento demanda a modernização das práticas no campo, com a incorporação de tecnologias que ainda não apresentam resistência e entregam maior eficácia no controle. Cuidar do pasto é investir em base produtiva sólida, que se traduz em rebanhos mais saudáveis e maior rentabilidade da atividade”, finaliza o gerente de Marketing Regional da IHARA.









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