Frigoríficos tiram o pé das compras de “boi-China” e forçam queda na arroba do boi gordo
A Agrifatto apurou desvalorização nas cotações dos animais terminados em 9 das 17 praças monitoradas diariamente
Com a proximidade do esgotamento da cota anual chinesa de importação (de 1,106 milhão de toneladas) – prevista para ocorrer em algum momento do próximo mês –, a maior parte dos frigoríficos brasileiros decidiu interromper a produção destinada à China, o que acabou fortalecendo o viés de baixa nos preços do boi gordo.
“Esse cenário vem mexendo com a estratégia das indústrias e mudando a dinâmica das negociações no mercado físico”, observam os analistas da Agrifatto, que nesta terça-feira (23/6) identificou queda nos preços da arroba em 9 das 17 praças brasileiras monitoradas diariamente: SP, MA, MS, MT, PA, PR, RO, SC e TO.
Nas demais regiões acompanhadas (AC, AL, BA, ES, GO, MG, RJ e RS), as cotações ficaram estáveis em relação ao dia anterior (22/6), acrescenta a consultoria.
Com isso, na praça paulista, tanto o boi sem padrão-exportação quanto o animal-China vale agora R$ 345/@, no prazo, de acordo com os dados da Agrifatto.
“Há uma queda de braços cada vez mais evidente entre quem segura a oferta e quem aperta as compras”, ressaltam os analistas da Agrifatto.
Pelo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo destinado ao mercado doméstico está cotado em R$ 345/@, enquanto o “boi-China” vale R$ 350/@ (valores brutos, no prazo).

Cotações das fêmeas recuam
Segundo a Scot, depois das retrações observadas ontem (22/6) nos preços dos machos terminados, foi a vez das fêmeas registrarem recuo nesta terça-feira.
A vaca gorda sofreu desvalorização diária de R$ 2/@, atingindo R$ 320/@, enquanto a novilha teve queda de R$ 3/@, fechando o dia em R$ 332/@ (valores com prazo).
“As indústrias que já têm boiadas suficientes para abater neste restante do mês e, por isso, compram com cautela, pensando nas escalas do começo de julho”, relata a Scot.
No mercado futuro, os contratos futuros do boi gordo negociados na B3 encerraram a sessão de segunda-feira (22/6) em alta, com destaque para o vencimento de julho/26, que registrou avanço de 1,37% frente ao fechamento do pregão anterior, para R$ 337,70/@.













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