Queda no preço do milho melhora poder de compra dos produtores de ovos após três meses de baixa
Segundo o Cepea, redução nas cotações do cereal favoreceu os avicultores em outubro, mas alta do farelo de soja continua afetando os custos de produção
A queda nos preços do milho em outubro trouxe um alívio para os produtores de ovos, que conseguiram recuperar parte do poder de compra em relação ao cereal após três meses consecutivos de retração. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
De acordo com o levantamento, a redução nas cotações do milho foi mais intensa do que a registrada nos preços dos ovos, melhorando a relação de troca para os avicultores paulistas. Na prática, isso significa que os produtores passaram a conseguir adquirir uma quantidade maior do cereal com a receita obtida pela venda dos ovos.
O milho é um dos principais ingredientes utilizados na alimentação das aves, e as variações em seu preço influenciam diretamente os custos da atividade.
Maior oferta de milho favorece queda nos preços
Segundo pesquisadores da Equipe de Grãos do Cepea, a elevada disponibilidade de milho no mercado brasileiro foi um dos principais fatores responsáveis pela queda nas cotações em outubro.
A redução dos preços internacionais do cereal e a desvalorização do dólar também contribuíram para o movimento de baixa no mercado interno.
Com o milho mais barato, a relação de troca melhorou para os produtores de ovos, interrompendo uma sequência de três meses de perda do poder de compra.
Farelo de soja continua pesando nos custos
Apesar da melhora em relação ao milho, o cenário foi diferente para o farelo de soja, outro componente importante da alimentação das aves.

De acordo com o Cepea, o poder de compra dos avicultores frente ao derivado recuou pelo quarto mês consecutivo, em razão da valorização do produto.
O comportamento distinto dos dois ingredientes mostra que a redução dos custos com milho não significa, necessariamente, uma queda generalizada nas despesas com alimentação das aves.
Para os produtores, a evolução dos preços desses insumos continua sendo um fator importante para a rentabilidade da atividade, já que ambos têm participação significativa na composição das rações utilizadas na avicultura de postura.











