BNDES aprova R$ 60,5 milhões para ampliar armazenagem da Coamo no Paraná

Financiamento permitirá a construção de sete silos em Campo Mourão e São João do Ivaí

BNDES aprova R$ 60,5 milhões para ampliar armazenagem da Coamo no Paraná
ilustrativa

Financiamento do BNDES permitirá a ampliação da capacidade de armazenagem da Coamo em duas unidades no Paraná.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 60,5 milhões para a Coamo Agroindustrial Cooperativa ampliar a capacidade de armazenagem de grãos e modernizar a infraestrutura logística de duas unidades da cooperativa no Paraná.

Os recursos serão destinados à construção de cinco silos com capacidade total de 32,7 mil toneladas na indústria de etanol de milho da cooperativa, em Campo Mourão, no Centro-Oeste do estado.

O financiamento também contempla a ampliação da unidade de Rio Ivaí, em São João do Ivaí, no Norte paranaense, com a instalação de dois silos de 10 mil toneladas cada e melhorias nos sistemas de secagem e transporte.

Com isso, a capacidade da unidade passará das atuais 40 mil para 60 mil toneladas.

A operação foi aprovada por meio do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), ambos financiados com recursos do Plano Safra. Além do crédito do BNDES, os projetos contam com investimentos próprios da cooperativa.

Campo Mourão receberá cinco novos silos

O projeto da unidade de Campo Mourão prevê investimento total de R$ 41 milhões, dos quais R$ 32,8 milhões serão destinados à aquisição de máquinas e equipamentos nacionais novos e R$ 8,2 milhões às obras civis.

Os cinco silos terão capacidade para armazenar 545 mil sacas de 60 quilos de milho e serão construídos ao lado do parque industrial da cooperativa. A estrutura foi projetada para atender ao crescimento da entrega de milho pelos cooperados da região e garantir o abastecimento da planta de etanol de milho.

A usina terá capacidade para processar 1,7 mil toneladas de milho por dia, produzindo diariamente 765 mil litros de etanol. Também serão geradas 510 toneladas de DDGS (distiller's dried grains with solubles), utilizado na alimentação animal, e 34 toneladas de óleo de milho destinado à produção de biodiesel.

Segundo a cooperativa, o investimento permitirá agregar valor à produção dos cooperados, atualmente comercializada predominantemente in natura, além de ampliar a industrialização da matéria-prima.

Unidade de Rio Ivaí ampliará capacidade em 50%

Na unidade de Rio Ivaí, em São João do Ivaí (PR), serão investidos R$ 23,2 milhões na construção de dois silos com capacidade de 10 mil toneladas cada.

O projeto também prevê a instalação de um secador, a substituição de fitas transportadoras e a implantação de centralizadores de fluxo nos túneis dos silos. Com as melhorias, a capacidade estática da unidade passará de 663 mil para 997 mil sacas, agilizando o recebimento da produção agrícola e contribuindo para preservar a qualidade dos grãos enquanto os produtores aguardam melhores condições de comercialização.

“Reconhecemos e agradecemos o apoio do BNDES para a construção de dois projetos, que em conjunto, devem gerar 239 empregos diretos após a implementação, e com isso colaborar para a cadeia produtiva do milho no Paraná e a segurança alimentar e energética do país, por meio da produção de etanol renovável e coprodutos para a nutrição animal e a indústria de biocombustíveis”, afirma Airton Galinari, presidente executivo da Coamo Agroindustrial Cooperativa.

Sobre a Coamo

Considerada a maior cooperativa agroindustrial da América Latina, a Coamo foi fundada em novembro de 1970 por 79 agricultores, sob a liderança do engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, atual presidente do Conselho de Administração da Coamo e da Credicoamo.

Com origem no Centro-Oeste do Paraná, a cooperativa expandiu sua atuação para diversas regiões dos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Em 2025, a Coamo registrou receita global superior a R$ 28 bilhões e respondeu por 3,5% da produção nacional de grãos. A cooperativa reúne mais de 32 mil cooperados, emprega cerca de 11 mil funcionários e mantém 125 unidades de atendimento e recebimento, oferecendo assistência técnica, agregação de valor à produção e acesso aos mercados nacional e internacional.