Preço do boi gordo fica estável em São Paulo, mas registra alta de até R$ 4 no Pará
Segundo a Scot Consultoria, oferta reduzida de animais sustenta as cotações; exportações de carne bovina apresentam queda no volume diário embarcado
Segundo a Scot Consultoria, oferta reduzida de animais sustenta as cotações; exportações de carne bovina apresentam queda no volume diário embarcado
O mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo e valorização em regiões do Pará nesta terça-feira (27). Segundo levantamento da Scot Consultoria, a oferta reduzida de animais para abate tem limitado as negociações e contribuído para sustentar os preços, mesmo diante de uma postura mais cautelosa dos frigoríficos.
Em São Paulo, as cotações permaneceram inalteradas. Parte das indústrias frigoríficas estava fora das compras, enquanto outras aguardavam melhores condições para retomar as negociações.
A disponibilidade de bovinos terminados estava restrita, e as escalas de abate atendiam, em média, a oito dias de operação. Alguns frigoríficos, no entanto, apresentavam programações mais alongadas, chegando a duas semanas.
Com maior conforto nas escalas, essas empresas tentavam negociar animais por valores abaixo das referências de mercado, mas poucas operações foram efetivamente concretizadas.
Boi gordo sobe até R$ 4 por arroba no Pará
No Pará, o cenário de oferta reduzida também influenciou o comportamento dos preços. Pecuaristas demonstraram menor disposição para negociar os animais, na expectativa de conseguir melhores valores.
Nas regiões de Marabá e Redenção, a cotação do boi gordo registrou alta de R$ 4 por arroba. Já o chamado “boi China”, que atende aos requisitos exigidos pelo mercado chinês, teve valorização de R$ 3 por arroba.
Para as fêmeas, os preços permaneceram estáveis.
Na região de Paragominas, não foram registradas alterações nas cotações das categorias acompanhadas pela consultoria.
Exportações de carne bovina recuam em volume, mas preço médio aumenta
As exportações brasileiras de carne bovina in natura também apresentaram mudanças em outubro. Até a quarta semana do mês, o Brasil havia embarcado 154,5 mil toneladas, segundo os dados apresentados pela Scot Consultoria.
A média diária de exportações ficou em 9,7 mil toneladas, uma redução de 33,7% em comparação com outubro de 2025, quando o país exportava, em média, 14,6 mil toneladas por dia.
Apesar da queda no volume diário, o preço médio da carne bovina exportada apresentou valorização.
A tonelada foi negociada, em média, a US$ 6,3 mil, alta de 13,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o valor estava próximo de US$ 5,5 mil.

Até o período analisado, o faturamento das exportações alcançou US$ 971 milhões. O montante corresponde a 54,7% dos US$ 1,78 bilhão registrados durante todo o mês de outubro de 2025.
O levantamento considera 16 dias úteis de outubro de 2026, enquanto o mesmo mês do ano anterior teve 22 dias úteis.
Os números indicam que, embora o Brasil esteja recebendo valores mais elevados por tonelada exportada, o ritmo de embarques segue inferior ao registrado no ano passado.
Fonte: Scot Consultoria, informativo Tem Boi na Linha, de 27 de outubro de 2026.











