Preço real do suíno vivo em SP atinge menor nível da série histórica do Cepea
Oferta elevada e demanda enfraquecida pressionam cotações em agosto
O preço médio real do suíno vivo na praça SP-5, que reúne Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, atingiu em agosto o menor nível da série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002. Os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de julho de 2026.
O suíno vivo posto na indústria foi negociado, em média, a R$ 4,97 por quilo no mês, recuo de 4% em relação a julho, quando a cotação média havia sido de R$ 5,18/kg. Até então, o menor valor real registrado pelo Cepea havia ocorrido em julho de 2006, com média de R$ 5,06/kg.
A trajetória de queda vem sendo observada desde o início de 2026 e ganhou força nas últimas semanas diante do enfraquecimento da demanda por carne suína no mercado consumidor. Com vendas menores na ponta, a indústria reduziu as compras de lotes de animais, aumentando a pressão sobre as cotações.
A oferta elevada de carne suína no mercado interno também contribuiu para o movimento. Estimativas do Cepea indicam que agosto registrou a segunda maior produção de carne suína de 2026, atrás apenas de julho.



Com o aumento da disponibilidade, a oferta interna ficou próxima de 400 milhões de toneladas, volume que não foi totalmente absorvido pela demanda doméstica. O desequilíbrio entre uma produção elevada e um consumo mais fraco ampliou a pressão sobre os preços pagos pelo suíno vivo.
O cenário coloca a cadeia suinícola diante de um ambiente de margens mais apertadas, especialmente para os produtores, que enfrentam cotações menores justamente em um período de elevada disponibilidade de carne no mercado.












