Boi gordo: negócios a R$ 380/@ pipocam nas praças paulistas, destacam a Scot e a Agrifatto

Preços da arroba continuam subindo nas principais praças brasileiras, um reflexo da oferta restrita neste período de entressafra e de escalas pouco favoráveis dos frigoríficos, que giram em 6 dias, na média nacional

Boi gordo: negócios a R$ 380/@ pipocam nas praças paulistas, destacam a Scot e a Agrifatto
ilustrativa

Nesta quarta-feira (7/10), o mercado do boi gordo manteve a tendência de alta nas principais praças, com avanços em algumas regiões, segundo apuração das consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Pelos dados da Scot, na manhã desta quarta-feira, o boi gordo sem padrão-exportação e a vaca gorda subiram R$ 2/@ em São Paulo, enquanto a novilha terminada e o “boi-China” registraram acréscimo de R$ 3/@ sobre os preços de terça-feira (6/10).

Com isso, conforme os dados da Scot, o animal destinado ao mercado interno passou a valer R$ 369/@, o bovino que atende o mercado chinês avançou para 375/@, e as fêmeas fecharam o dia cotadas em R$ 345/@ (vaca) e R$ 360/@ (novilha) – valores brutos, no prazo.

Além de São Paulo, a Scot apurou alta nos preços do boi gordo em várias outras praças do País, como em MT, MS, MG, PA e RO.

“A oferta de boiadas está reduzida, e há negócios pontuais acima desse patamar, chegando a R$ 380/@”, relata a Scot, ainda referindo-se ao mercado paulista.

Segundo apuração da Agrifatto, os frigoríficos brasileiros elevam propostas para recompor suas programações de abate, um movimento que alcança importantes regiões pecuárias do País.

“O cenário é favorável ao pecuarista, que encontra ambiente de negociação fortalecido para animais terminados, ainda que os preços variem conforme a praça, o padrão do lote e as condições de pagamento”, observa a consultoria, que também identificou negócios a R$ 380/@ em São Paulo, mas ainda sem volume suficiente para consolidar esse patamar como referência.

De acordo com avaliação da Agrifatto, o principal combustível os avanços da arroba nas últimas duas semanas é a dificuldade de encontrar boiadas disponíveis para abate imediato, o que mantém as indústrias ativas nas compras.

“A oferta restrita, a necessidade de alongar as programações de abate e a demanda consistente no varejo de carnes sustentaram a firmeza do mercado físico do boi gordo, com a arroba valorizando de forma gradual e constante nas duas últimas semanas”, resume a consultoria, acrescentando que as escalas, contudo, não se alongaram, uma vez que o volume negociado não bastou para estender o atendimento além de seis dias de abate, na média nacional.

No mercado futuro, os contratos do boi gordo voltaram a subir no pregão de terça-feira (6/10) da B3, com destaque para o papel com vencimento em novembro de 2026, que encerrou a sessão cotado a R$ 395,75/@, com aumento de 0,27% no comparativo diário.