Relação de troca entre o boi gordo e o milho segue em 5,50 sacas/@ em SP, maior patamar da história

Poder de compra dos pecuaristas pode perder força ao longo dos próximos meses, ficando em uma média de 5,04 sacas por arroba, observa a Agrifatto

Relação de troca entre o boi gordo e o milho segue em 5,50 sacas/@ em SP, maior patamar da história
ilustrativa

Entre os dias 19 e 25 de junho, a relação de troca entre boi gordo e milho em São Paulo seguiu em 5,50 sacas por arroba, o que representa um aumento de 3% frente ao mês anterior e um avanço de 19% em relação ao mesmo período de 2025, informa a Agrifatto. Trata-se da melhor relação de troca da série histórica, destaca a consultoria.

No entanto, de acordo com os dados apresentados na tela do mercado futuro (B3), essa troca pode recuar ao longo dos próximos meses, ficando em uma média de 5,04 sacas por arroba, observa a Agrifatto.

Preços do milho em queda

Nos últimos dias, os preços do milho seguiram em queda nas praças brasileiras, refletindo compradores mais afastados do mercado, aguardando menores valores com a perspectiva de um aumento de oferta diante do avanço da colheita da safrinha.

No período de 19 a 25 de junho, o destaque negativo ficou para a praças de Goiás, com baixa de 1,53% na variação semanal e média de R$ 52,79, além de recuar 7,80% frente ao mesmo período mês passado, de acordo com os dados da Agrifatto.

Troca com farelo de soja

A relação de troca entre boi gordo e farelo de soja em São Paulo permaneceu em 0,21 toneladas por arroba ao longo desta semana, informa a Agrifatto.

Na variação mensal, houve uma alta de 3%, enquanto em relação ao mesmo período de 2025 a relação de troca registrou valorização de 14%.

De acordo com o mercado futuro, a expectativa para os próximos meses é de que o indicador permaneça em patamar elevado, ainda com média estimada em 0,20 tonelada por arroba, relata a Agrifatto.

Entre os dias 19 e 25 de junho, os preços do farelo de soja registraram valorizações na maior parte das regiões monitoradas pela Agrifatto.

O aumento mais expressivo no período ocorreu em Mato Grosso do Sul, onde o preço avançou 1,57%, com uma média de R$ 1.666,69 por tonelada. Além disso, em relação ao mesmo período do mês passado, a alta foi de 3,96%.