Milho recua na bolsa e plantio ganha ritmo

O vencimento setembro/26 encerrou a R$ 71,08

Milho recua na bolsa e plantio ganha ritmo
ilustrativa

O mercado de milho iniciou a semana sob pressão na bolsa brasileira, enquanto o avanço das colheitas e o começo do plantio da safra 2026/27 ampliam a atenção sobre a oferta do cereal. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros negociados na B3 fecharam em baixa nesta segunda-feira, influenciados pelo recuo de Chicago, pela queda do dólar e pela proximidade do fim da colheita da safrinha.

O vencimento setembro/26 encerrou a R$ 71,08, baixa de R$ 0,67 no dia, enquanto novembro/26 caiu R$ 1,05, para R$ 76,73. Janeiro/27 fechou a R$ 80,23, recuo de R$ 0,87. Apesar da melhora recente dos preços de exportação ter estimulado algumas vendas, produtores seguem resistentes em negociar grandes volumes, na expectativa de valores mais altos.

No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 59 a R$ 70 por saca, com preço médio estadual de R$ 61,09. O plantio do milho de verão chegou a 38% da área, acima dos 25% da semana anterior, mas a umidade elevada limita o ritmo das operações.

Em Santa Catarina, as referências permanecem próximas de R$ 60 por saca, enquanto compradores indicam cerca de R$ 55. O plantio alcança 6,5% da área. O estado mantém déficit de abastecimento, com demanda anual de 8,5 milhões de toneladas e produção de 2,67 milhões na safra 2025/26.

No Paraná, a colheita da segunda safra avançou para 89% e o plantio da primeira safra 2026/27 chegou a 18%. Já no Mato Grosso do Sul, a colheita alcançou 96%, enquanto a demanda da indústria de bioenergia ajuda a sustentar preços entre R$ 54 e R$ 57 por saca. Em todas as regiões, compradores priorizam reposições, enquanto vendedores mais seletivos restringem a oferta. As exportações seguem como canal relevante para absorção da produção.