Confinamento: custo da nutrição animal no Centro-Oeste recua em maio/26, diz Ponta Agro
No Sudeste, apesar da forte redução dos volumosos (-14,81 porcento), a estabilidade dos demais grupos de insumos limitou o impacto sobre o ICAP
Após três meses consecutivos de vantagem do Sudeste, o Centro-Oeste voltou a ganhar competitividade no confinamento na disputa regional ao registrar queda de 3,97% no Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), encerrando o mês em R$ 12,83/cab./dia. No Sudeste, o indicador permaneceu praticamente estável em R$ 12,06/cab./dia (+0,25%).
O indicador é calculado a partir de dados reais coletados pela tecnologia de gestão de confinamento que gerencia 62% das cabeças confinadas do país (Beef Report Abiec/2025).
De acordo com a Ponta Agro, consultoria responsável pelo cálculo do ICAP, o custo da dieta de terminação também recuou nas duas regiões, impulsionado principalmente pela forte queda dos volumosos. No Centro-Oeste, a dieta caiu 1,89%, enquanto no Sudeste o recuo foi de 0,77%.
“Mesmo com o ajuste nas cotações da arroba ao longo do mês, a lucratividade da arroba produzida em confinamento permaneceu em patamar historicamente elevado, superando R$ 1 mil por cabeça nas duas regiões”, aponta a consultoria.


Visão trimestral dos insumos
No Centro-Oeste, o custo total da dieta de terminação em maio ficou 0,93% acima da média trimestral (março a maio), apesar da queda observada no mês. Segundo a consultoria, o principal fator de alívio veio dos volumosos, que operaram 10,48% abaixo da média do trimestre, enquanto energéticos (-1,43%) e proteicos (-0,37%) também permaneceram em patamares inferiores ao período. A única categoria que pressionou os custos foi “Outros”, com alta de 11,47% frente à média trimestral.
Entre os energéticos, o milho grão seco opera 0,7% abaixo da média trimestral, refletindo o avanço da safrinha e a expectativa de maior oferta ao mercado. A casca de soja também contribuiu para o movimento de queda (-1,6%), enquanto a polpa cítrica permaneceu pressionando os custos, operando 9,6% acima da média do trimestre.
Nos proteicos, o destaque foi o caroço de algodão, que ficou 6,1% abaixo da média trimestral. Em contrapartida, o DDG continua sendo o principal fator de pressão da categoria, operando 29,6% acima da média do período, destaca a Ponta Agro.
No Sudeste, o custo da dieta encerrou maio 3,59% abaixo da média trimestral, consolidando a trajetória de redução observada desde março. Os três principais grupos de alimentos apresentaram custos inferiores à média do trimestre.
Nos energéticos, a principal contribuição para a queda veio da casca de soja, que operou 9,3% abaixo da média trimestral. O milho grão seco também apresentou recuo (-1,8%), embora parte desse movimento tenha sido compensada pela alta do gérmen de milho (+12,9%) e do sorgo (+12,5%).
Nos volumosos, explica a consultoria, a entrada da safra canavieira segue influenciando a composição das dietas da região. Apesar do bagaço de cana operar 5,5% acima da média trimestral, a forte redução da casca de amendoim (-17,2%) e da silagem de mombaça (-8,6%) contribuiu para manter os custos do grupo em trajetória de queda.
Fonte: Ascom Ponta Agro











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