Brasil segue “nadando de braçada” no comércio mundial de carne bovina

Na parcial de abril/26, o preços médios da proteína in natura atingiram US$ 6,200.7/t, valorização de 23,2 porcento sobre a cotação média de abril/25

Brasil segue “nadando de braçada” no comércio mundial de carne bovina
Ilustrativa

No acumulado das quatro semanas de abril (16 dias úteis), as exportações brasileiras de carne bovina in natura (congelada, fresca e resfriada) atingiram 216,26 mil toneladas, com média diária de 13,52 mil toneladas, um aumento de 11,9% sobre o resultado médio diário obtido em abril de 2025, de 12,07 mil toneladas, de acordo com dados apurados pelo Portal DBO, com base em informações disponíveis no site da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Em faturamento, os embarques nesta parcial de abril/26 somaram US$ 1,341 bilhão, com valor médio diário de US$ 83,1 milhões, um acréscimo de 38% sobre a receita média diária de abril/25, de US$ 60,75 milhões.

Por sua vez, o preço médio da proteína in natura embarcada nos 16 dias do mês atingiu US$ 6,200.7/tonelada, com valorização de 23,2% em relação à cotação média obtida em abril/25, de US$ 5,031.4/tonelada.

Previsão para o mês cheio

Caso esse ritmo seja mantido ao longo dos dias úteis restantes, o volume exportado no mês poderá atingir 283,85 mil toneladas, contabilizam os analistas do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

“Se confirmado, o resultado será 17,54% superior no comparativo anual e estabelecerá um novo recorde para o mês de abril”, destaca o instituto.

Resultados de março/26

As exportações brasileiras de carne bovina in natura cresceram 8,95% em março de 2026, para 233,79 mil toneladas, na comparação com igual mês de 2025. Em receita, considerando a mesma base de comparação, os embarques aumentaram 29,14%, para US$ 1,36 bilhão.