Soja recua em Chicago, mas preços resistem no Brasil

Na CBOT, a soja para agosto recuou 0,89porcento

Soja recua em Chicago, mas preços resistem no Brasil
ilustrativa

O mercado da soja começou a semana com pressão externa, enquanto os preços no Brasil mostraram maior resistência em diferentes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados em Chicago fecharam em baixa nesta terça-feira, pressionados por vendas técnicas, ajustes de posições antes do relatório WASDE e pelas condições climáticas favoráveis no cinturão agrícola dos Estados Unidos.

Na CBOT, a soja para agosto recuou 0,89%, para US$ 11,4750 por bushel, enquanto setembro caiu 0,88%, a US$ 11,5150. O farelo de soja para agosto teve baixa de 0,10%, a US$ 303,40 por tonelada curta, e o óleo perdeu 1,45%, a 68,45 centavos por libra-peso. O mercado também acompanhou novas vendas americanas de 136 mil toneladas de soja para a China e 180 mil toneladas de farelo para as Filipinas, além da redução para 62% das lavouras dos EUA avaliadas em boas ou excelentes condições.

No mercado físico brasileiro, os preços permaneceram firmes em várias praças. No Rio Grande do Sul, a soja foi cotada a R$ 149,00 por saca no Porto de Rio Grande, enquanto no interior variou entre R$ 134,00 e R$ 136,00. Em Santa Catarina, o mercado ficou estável, com R$ 145,00 em São Francisco do Sul.

No Paraná, Paranaguá alcançou R$ 149,00 no disponível e R$ 150,00 para setembro, enquanto Cascavel marcou R$ 138,50 e Maringá R$ 140,50. Em Mato Grosso do Sul, os preços chegaram a R$ 136,00 em Maracaju. Já em Mato Grosso, Rondonópolis registrou R$ 131,00, com produtores atentos ao impacto do frete acima de R$ 500 por tonelada sobre a rentabilidade. Em todos os estados citados, a colheita está concluída e o foco avança para comercialização, fluxo de caixa e preparação da próxima safra.