Cigarrinha preocupa produtores de milho no Rio Grande do Sul

Milho tem produtividade irregular no estado

Cigarrinha preocupa produtores de milho no Rio Grande do Sul
Ilustrativa

A colheita do milho avança no Rio Grande do Sul e já foi concluída em 68% das lavouras, enquanto outros 18% estão em fase final de maturação, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (19). O levantamento indica que áreas semeadas mais tardiamente ainda permanecem em estágios reprodutivos ou vegetativos.

De acordo com o relatório, o desempenho das lavouras varia entre as regiões, influenciado pela irregularidade das chuvas e por períodos de déficit hídrico ao longo do ciclo, principalmente nas fases de florescimento e enchimento de grãos. “O desempenho produtivo segue heterogêneo entre as regiões, refletindo a irregularidade das precipitações e a ocorrência de períodos de déficit hídrico ao longo do ciclo”, aponta o documento.

As áreas implantadas no início da janela de semeadura apresentam resultados próximos ao esperado, ainda que, em alguns casos, com rendimentos ligeiramente inferiores. Já as lavouras tardias ou expostas a condições mais restritivas registram queda no potencial produtivo, associada à desuniformidade de desenvolvimento, limitações nutricionais e menor formação de espigas.

Nas áreas de segunda safra, o desenvolvimento das plantas depende da disponibilidade de água, com parte das lavouras ainda em fase de definição dos componentes de rendimento.

No campo fitossanitário, o monitoramento tem sido intensificado. “Destaca-se a elevada incidência da cigarrinha-do-milho”, informa o relatório, acrescentando que também há registros pontuais de lagarta-do-cartucho em cultivos tardios.

A projeção atual da Emater/RS-Ascar indica que a área cultivada com milho no estado alcança 803.019 hectares, número 2,3% superior ao estimado inicialmente. A produtividade média está estimada em 7.424 quilos por hectare.