Mercado de feijão inicia março em ritmo mais lento
Mercado cauteloso após alta em fevereiro
O mercado brasileiro de feijão iniciou março em ritmo mais lento após as altas registradas em fevereiro, de acordo com o Indicador Indicador Cepea/CNA. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, que aponta maior cautela por parte dos compradores no início do mês.
Segundo a análise, os agentes do mercado têm aguardado a reação do atacado e do varejo antes de retomar aquisições em maior volume. Ao mesmo tempo, produtores mantêm a oferta de forma escalonada. De acordo com o levantamento, “compradores têm atuado com maior cautela, aguardando a reação do atacado e do varejo antes de retomar aquisições mais intensas”.
No caso do feijão carioca com notas 9 ou superiores, as cotações registraram valorização próxima de 30% em fevereiro. Nos últimos dias, porém, a demanda apresentou retração. Conforme agentes consultados pelo Cepea, “a dificuldade de repassar as altas ao longo da cadeia levou compradores a priorizar a liquidação dos estoques antes de realizar novas compras”.
Entre 27 de fevereiro e 6 de março, esse movimento resultou em queda de preços em algumas praças. Em Curitiba, as cotações recuaram 1,59%, enquanto em Itapeva a retração foi de 0,82%. Em sentido oposto, a oferta restrita sustentou altas em regiões como o Noroeste de Minas Gerais, com avanço de 1,49%, e no Leste de Goiás, com alta de 0,5%. Apesar da desaceleração nas negociações, a média parcial de março permanece 8,5% acima da registrada em fevereiro.
Para o feijão carioca de notas 8 e 8,5, a menor presença de compradores e o aumento da disposição de venda pressionaram as cotações entre o fim de fevereiro e o início de março. Na média das regiões acompanhadas, os preços recuaram cerca de 2,2%, com maior pressão em Minas Gerais. Ainda assim, os valores médios de março permanecem 9,4% acima dos observados em fevereiro.

No mercado do feijão preto, o cenário de negociações tem sido influenciado pelo equilíbrio entre os estoques formados anteriormente, pela entrada da entressafra no Paraná e pela perspectiva de redução de área na segunda safra. A menor presença de compradores provocou recuos nas cotações em Curitiba, de 0,88%, e em Itapeva, de 0,94%. Em outras regiões, como a Metade Sul do Paraná, os preços permaneceram estáveis, enquanto no Oeste de Santa Catarina houve alta de 2,5%, acompanhando o avanço do encerramento da colheita.
No comércio exterior, as exportações brasileiras de feijão somaram 26,6 mil toneladas em fevereiro. O volume foi 21,6% menor que o registrado em janeiro, mas 77,9% superior ao observado no mesmo mês de 2025. A maior parte das vendas externas correspondeu a feijões do grupo Vigna mungo ou radiata, seguida pelo feijão-fradinho e pelo feijão preto.








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