Boi gordo e “boi-China” recuam mais uma vez e acumulam queda de R$ 5/@ em apenas 2 dias em SP
Macho terminado sem padrão-exportação sai por R$ 335/@, com ágio de R$ 5/@ para o animal abatido mais jovem (com até 30 meses de idade), aponta a Scot Consultoria
Nesta quarta-feira (1/7), os preços do boi gordo voltaram a cair no mercado paulista, desta vez com baixa diária de R$ 2/@, tanto para o animal sem padrão-exportação quanto para o perfil-China (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade), apurou a Scot Consultoria.
Com isso, o boi gordo paulista agora é negociado por R$ 335/@, com ágio de R$ 5/@ para o “boi-China” (valores brutos, no prazo), de acordo com a Scot.
Em dois dias desta semana (terça e quarta-feira), os preços das duas categorias recuaram R$ 5/@ em São Paulo, conforme os dados da consultoria com sede em Bebedouro (SP).
Pelo levantamento desta quarta-feira da Agrifatto, as cotações da arroba recuaram em 6 das 17 regiões monitoradas diariamente: AC, MA, MS, PR, RO e SC. Nas demais praças, os preços ficaram estáveis.

Baixo volume de negócios no mercado
Na avaliação da Scot, a pressão baixista é resultado da combinação do aumento da disponibilidade interna de carne bovina e do ritmo ainda lento do escoamento no mercado doméstico.
“O volume de negócios está baixo, pois os pecuaristas têm demonstrado resistência em negociar nos patamares atuais de referência, porém os compradores estão pressionando”, diz a Scot, referindo-se ao mercado de São Paulo.
Segundo a Agrifatto, o ambiente de negócios continua demonstrando perda gradual de sustentação, ampliando a apreensão entre os produtores.
Porém, o volume de animais comercializados nesta semana ainda não foi suficiente para prolongar as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, que permaneceram, em média, em nove dias úteis, na média nacional.
Recuos no mercado futuro
No mercado futuro da B3, o pregão de terça-feira (30/1) foi marcado por leves perdas nos contratos do boi gordo. O papel com vencimento em julho/26 encerrou a sessão cotado a R$ 330,10/@, com baixa de 0,95% em relação ao fechamento anterior.
Possível virada de tendência
Analistas da Agrifatto lembram que, historicamente, devido ao período de intensificação da entressafra de “boi de capim”, os preços do boi gordo tendem a subir a partir do segundo semestre, sobretudo em anos de virada de ciclo pecuário (para a fase de alta), como é o caso esperado para este ano de 2026.
“A redução progressiva da oferta de animais terminados durante a entressafra, aliada ao fortalecimento da demanda, sobretudo no último trimestre, tende a oferecer maior suporte às cotações”, prevê a Agrifatto.
De acordo com a consultoria, levantamentos sobre o comportamento sazonal da pecuária indicam que os preços do boi gordo no Brasil costumam ganhar consistência entre julho e dezembro, ainda que a intensidade desse movimento varie conforme a fase do ciclo pecuário e as condições econômicas de cada exercício.













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