Preços do boi gordo começam a reagir no Brasil
Frigoríficos intensificam a compra de animais para ampliar as escalas de abate, enquanto o mercado monitora o impacto da desaceleração das exportações para a China
O mercado físico do boi gordo ganhou firmeza ao longo da semana, impulsionado pela atuação mais intensa dos frigoríficos na compra de animais para ampliar as escalas de abate.
Segundo o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, os preços mostraram maior firmeza nas principais praças pecuárias durante a semana.
Ainda assim, resta saber se a maior procura por gado será suficiente para permitir o alongamento das programações de abate, já que as exportações destinadas à China perderam força após o esgotamento precoce da cota de embarques destinada ao Brasil neste ano.
Cotações do boi gordo
Na modalidade a prazo, os preços do boi gordo em 16 de julho eram os seguintes:
São Paulo (Capital) – R$ 330,00 a arroba, valor estável frente à última semana.
Goiás (Goiânia) – R$ 320,00 a arroba, avanço de 1,59% frente aos R$ 315,00 registrados no final da semana anterior.
Minas Gerais (Uberaba) – R$ 310,00 a arroba, inalterado perante a semana anterior.
Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 325,00 a arroba, aumento de 1,56% frente aos R$ 320,00 registrados na semana anterior.
Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 320,00 a arroba, sem mudanças frente ao valor praticado no fechamento da semana passada.
Rondônia (Vilhena) – R$ 310,00 a arroba, declínio de 1,59% em relação aos R$ 315,00 registrados no encerramento da semana passada.
Atacado
O mercado atacadista apresentou preços mistos ao longo da semana. O ambiente de negócios aponta para menor sustentação das cotações na segunda quinzena do mês, à medida que o efeito da entrada dos salários na economia perde intensidade.
Ao mesmo tempo, Fernando Iglesias reforça que a carne bovina vem perdendo competitividade frente às proteínas concorrentes, que voltam a demonstrar sinais de fragilidade, com destaque para a carne de frango.
O quarto do dianteiro foi cotado a R$ 19,00 por quilo, queda de 5% em relação aos R$ 20,00 por quilo registrados na semana passada. Já o quarto do traseiro bovino foi negociado a R$ 26,00 por quilo, alta de 1,96% frente aos R$ 25,50 praticados na semana anterior.

Exportações
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada mantiveram ritmo elevado em julho. Até o momento, considerando oito dias úteis, os embarques renderam US$ 668,099 milhões, com média diária de US$ 83,512 milhões.
No período, o Brasil exportou 104,664 mil toneladas da proteína, com média diária de 13,083 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.382,20.
Na comparação com julho de 2025, o valor médio diário das exportações avançou 25%, enquanto o volume médio diário embarcado cresceu 8,7%. O preço médio da tonelada registrou alta de 15%, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.













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