Soja sobe em praças e custos pressionam nova safra

Em Santa Catarina, o mercado mostrou sustentação

Soja sobe em praças e custos pressionam nova safra
ilustrativa

O mercado brasileiro de soja teve predominância de altas nas principais praças nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, com influência positiva de Chicago, demanda industrial e diferenças regionais de comercialização. Os dados são da TF Agroeconômica.

No Rio Grande do Sul, os preços avançaram no interior e no Porto de Rio Grande. A referência portuária chegou a R$ 163,00 por saca, alta de 0,62%, enquanto Ijuí e Cruz Alta marcaram R$ 151,00, Passo Fundo R$ 152,00 e Santa Rosa R$ 152,00. Houve pouca informação nova sobre plantio, fretes e armazenagem.

Em Santa Catarina, o mercado mostrou sustentação, apoiado pela demanda das fábricas de ração. São Francisco do Sul foi cotado a R$ 158,00, avanço de 0,45%. No balcão, Palma Sola permaneceu em R$ 138,50 e Rio do Sul em R$ 140,00. Produtores relataram propostas mais agressivas de compradores locais diante da necessidade de originação.

No Paraná, o Indicador Cepea/Esalq subiu 0,91%, para R$ 153,81 por saca, enquanto o ESALQ/B3 de Paranaguá avançou 1,01%, a R$ 161,73. Também houve relatos de negócios pontuais a R$ 165,50 no porto. No interior, Cascavel ficou em R$ 154,00, Maringá e Ponta Grossa em R$ 151,00 e Pato Branco em R$ 149,00.

Em Mato Grosso do Sul, Dourados e Campo Grande chegaram a R$ 143,00, Maracaju a R$ 144,00, enquanto Chapadão do Sul e Sidrolândia ficaram estáveis em R$ 144,00. Já em Mato Grosso, o mercado teve variações discretas, ao mesmo tempo em que o Imea projetou custo total de R$ 8,17 mil por hectare na safra 2026/27 e queda de 35% na rentabilidade, pressionada por insumos e logística. Entre produtores mato-grossenses, o debate também se concentrou no peso do frete e nos riscos para o início da nova temporada.