Avanço da colheita pressiona mercado de milho
No Rio Grande do Sul, o avanço da colheita amplia a disponibilidade do cereal
O mercado de milho apresenta ritmo lento de negociações em diferentes estados produtores, em um cenário marcado pelo avanço da colheita, aumento da oferta e cautela por parte dos compradores. Levantamento da TF Agroeconômica mostra que a liquidez permanece limitada, com negócios pontuais e forte distanciamento entre as pedidas dos vendedores e as ofertas da demanda.
No Rio Grande do Sul, o avanço da colheita amplia a disponibilidade do cereal e mantém o mercado pressionado. As negociações ocorrem de forma regionalizada e com pouca fluidez, enquanto os compradores priorizam estoques próprios. As referências variam entre R$ 56,00 e R$ 64,00 por saca, dependendo da praça e dos custos logísticos. O preço médio estadual recuou 0,97% na semana, passando de R$ 58,81 para R$ 58,24 por saca. Dados da Conab indicam que a colheita da primeira safra alcançou 75% da área cultivada, beneficiada por condições climáticas mais estáveis.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado pelo desalinhamento entre pedidas e ofertas. As indicações de venda permanecem próximas de R$ 75,00 por saca, enquanto compradores se posicionam ao redor de R$ 65,00. No Planalto Norte, as negociações se concentram entre R$ 70,00 e R$ 75,00 por saca. A oferta interna permanece relativamente ajustada, sustentada pela retenção de estoques pelos produtores, enquanto a demanda industrial atua de forma pontual. A colheita atingiu 28% da área, ainda abaixo da média histórica de 36% para o período.
No Paraná, o mercado também apresenta baixa fluidez, com pedidas próximas de R$ 70,00 e compradores ao redor de R$ 60,00 por saca. As cotações variam entre as regiões, refletindo custos logísticos e a dinâmica local de oferta e demanda. A colheita da primeira safra chegou a 42% da área e a semeadura da segunda safra alcançou 45%.








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