Milho: oferta elevada e queda nos preços externos pressionam cotações
Do lado vendedor, produtores têm se mostrado mais flexíveis na comercialização, com receio de novas desvalorizações e/ou para formar caixa
Os preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro, pressionados pela elevada disponibilidade do cereal.
Segundo o Cepea, a retração das cotações internacionais, somada à desvalorização do dólar, também tem reduzido a paridade de exportação e contribuído para as baixas no mercado interno.
De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores seguem cautelosos nas novas negociações, observando o ritmo da semeadura, que, apesar do elevado volume de chuvas, vem ocorrendo de forma satisfatória, mantendo as boas previsões de oferta nos próximos meses.
Do lado vendedor, produtores têm se mostrado mais flexíveis na comercialização, com receio de novas desvalorizações e/ou para formar caixa.
Assim como no mercado interno, os preços nos portos recuaram, mas de forma mais intensa, pressionados pelas quedas das cotações futuras e do dólar na última semana, conforme apontamento do Cepea.
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Soja
As expectativas de uma safra volumosa de soja em 2026/27 têm pressionado os preços para embarque no próximo ano.
Segundo o Cepea, a paridade de exportação para 2027 atingiu, na última semana, o menor patamar desde agosto, em meio às condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras do Brasil e dos Estados Unidos.
De acordo com pesquisadores do Cepea, boa parte dos consumidores esteve resistente a fechar negócios envolvendo grandes volumes, tanto para entrega imediata quanto ao longo de 2027, o que reduziu a liquidez no mercado brasileiro.

Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, em geral, esses agentes estão abastecidos para o curto e o médio prazos e têm feito aquisições pontuais.
A estratégia é concentrar as compras na entrada da nova safra brasileira, quando são esperados preços menores – expectativa respaldada pela curva de preços para o próximo ano.
Segundo representantes de indústrias brasileiras consultados pelo Cepea, a menor demanda pela matéria-prima também está atrelada à redução no volume de vendas de farelo e de óleo de soja nos últimos dias.
No caso do farelo, parte dos consumidores intensificou as aquisições em setembro, formando estoques, o que reduziu expressivamente as negociações no spot nacional.
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